É claro que este horóscopo não é meu. É do meu dono. Li isto na MagikTuning 25 e acho que condiz MESMO com ele, um misto de Aquário e Peixes:
Aquário
Vanguardista como poucos olha para o carro e vê... uma jarra com flores. Acha que é tuner, mas na verdade nem sabe o que é um automóvel! Por isso deve deixar de inventar cenas! Isso de substituir os bancos por colchões de água é realmente muito à frente...
Peixes
Junta duas características perigosas num tuner: é indeciso e deslumbra-se com facilidade. Ora isto significa que não sabe o que quer para o seu carro, só sabe que quer alterá-lo! E por outro lado não pode ver nada de diferente que quer logo colocá-lo no seu carro. Estamos a ver qual é o resultado...
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Informações
Se estiver a tirar a carta de condução de pesados, seja de mercadorias (categoria C)
ou de passageiros (categoria D), ou simplesmente se interessa por coisas de Mecânica
ou do Código de Estrada encontra aqui
um excelente artigo onde se encontram muitas informações que se poderão
revelar de extrema importância na hora de realizar o Exame de Mecânica.
Se pretender conhecer as contra-ordenações graves devido a
infracções às disposiçôes do Código da Estrada e
legislação complementar encontra aqui
um excelente artigo.
O Forfie aconselha uma visita ao
um site dedicado à solidariedade, Língua Portuguesa e Universo Lusófono
Projecto Forfie:
O Projecto Forfie é uma dualidade entre um ensaio literário e uma
obra técnica. Pode-se dizer que este blogue se iniciou como um ensaio de uma nova
forma de escrita, no qual o autor pretendeu fazer uma incursão por novas
áreas do seu trabalho, dando-lhe uma orientação marginal e
acercando-se de um novo estilo, no entanto, a dada altura, usou-o também como
bloco de apontamentos acrescentando-lhe meia dúzia de artigos técnicos,
cujo interesse foi sobejamente demonstrado pelos novos leitores que entretanto
afluíram, provenientes não só de buscas realizadas com o Google
e o Sapo, mas também através de hiperligações que aos
poucos foram pululando pela Internet como cogumelos, tornando desde então a
cisão entre os dois temas impensável, mas requerendo uma dissociação
do teor dos mesmos de forma a não misturar algo tão distinto, o que
se consegue recorrendo ao menu de acesso rápido, que permite ao leitor/utilizador
navegar dentro dos artigos que lhe proporcionam melhor resposta às suas
necessidades, podendo ao mesmo tempo, se a sua curiosidade o instigar, deambular por
algo em que até essa altura não tinha manifestado interesse. Licença: Esta obra está licenciada na
sua totalidade sob uma
Licença Creative Commons. Pode-se usar e consultar livremente, copiar, distribuir
e exibir ou criar obras derivadas, desde que seja mencionado o endereço deste site
em lugar relevante, e se for alterada, transformada, ou criada outra obra com base nesta,
somente se poderá distribuir o produto resultante sob uma licença idêntica.
Em caso algum se poderá utilizar esta obra ou suas derivadas com finalidades comerciais,
mesmo indicando a origem. Características do ensaio literário:
- Uma obra de ficção
- Um projecto para uma futura série infantil Características da obra técnica:
- Profundamente desenvolvida
- De fácil interpretação e aprendizagem
- De utilização gratuita
- Desenvolvimento constante e actual
- Algumas informações baseadas em conteúdos disponibilizados na Internet, e aqui agrupados
- Pesquisável
- Funcional e útil
- Trabalho voluntário utilizado na concepção e desenvolvimento Compatibilidade:
Testado e funcional com: IE 5.0/5.5/6.0, Mozilla 1.4/1.7, Opera 7.11/7.23/7.51,
Netscape 7.11, Firefox 0.7/0.8/0.9/1.0/1.5, Safari 1.2
Se o seu navegador não se encontra aqui listado, envie-me um
Obrigado.
Prefácio
Forfie - o Prefácio
À primeira vista, o leitor mais desatento dirá que
esta é uma história para crianças, ou então, pensará
que talvez seja um ensaio sobre algum novo tipo de estilo para passar ao papel meia
dúzia de palavras, sentimentos e ideias, mas a admiração surge
quando se apercebe que o protagonista é nem mais nem menos que... um carro?!!!...
O certo é que o autor exagerou ao vestir a pele do carro,
quis pensar como ele pensaria e ver o mundo da mesma forma que ele veria se tivesse
o dom da vida, mas empolgou-se de tal forma que criou um diário, contou uma
história... e continua a completá-la, dia após dia, talvez
destinada mesmo a crianças, ou à criança que há em todos
nós...
Vkthor
...--.--....---.-.
1 de Maio de 2006
A história do Forfie começa aqui...
No princípio era um carrinho na linha de montagem...No stand
Novos artigos estão já
alinhavados na gaveta, dispersos por meia centena de folhas e diversos blocos de
apontamentos, aguardando pacientemente a sua divulgação, que será
feita tão rapidamente quanto possível. Para os mais apressados e anciosos,
apelo só para que tenham um pouco mais de paciência.
O Forfie ajuda...
... disponibilizando também informações sobre Código da
Estrada e sobre Mecânica Automóvel! Veja no menu lateral em Últimas
desgraças ou utilize o Menu rápido abaixo.
Sugestões, comentários, exercícios, artigos ou
qualquer outro tipo de colaboração, são bem vindos. Obrigado.
Forfie
Sábado, 5 de Agosto de 2006
Código da Estrada - Generalidades
O desenvolvimento deste artigo destina-se essencialmente a todos aqueles que
pretendem tirar carta de condução de pesados, seja de mercadorias
(categoria C) ou de passageiros (categoria D).
Nele encontrarão muitas informações que se poderão
revelar de extrema importância na hora de realizar o Exame de Mecânica.
Para todos vós, os meus votos de boa sorte para o vosso exame e muitas
felicidades na concretização da vossa nova vida profissional. Para
todos os outros, meros curiosos destas coisas de mecânica, ou afamados
condutores, apresento as minhas boas vindas a este blogue e espero que retornem
e participem.
Um último apelo da minha parte. Se me virem na estrada, tenham cuidado
comigo.
Não me transformem num monte de sucata,
está bem?
O chassis dos automóveis é identificado pelo respectivo VIN (Vehicle
Identification Number) gravado na sua estrutura e que é constituído por
17 dígitos.
O quadro de um veículo pode ser monobloco ou formado por longarinas e travessas que
formam a estrutura de resistência do veículo e são aparafusadas ou rebitadas,
nunca podendo ser soldadas, para poderem oferecer alguma maleabilidade em movimentos de
torção a que esteja sujeito.
A manobra de mudança de direcção para a direita deve ser efectuada
no trajecto mais curto.
Nunca se deve deitar um ferido com traumatismo torácico e dificuldades
respiratórias, mas sim sentá-lo parcialmente inclinado.
Os condutores de veículos pesados de mercadorias ou conjuntos de veículos
cujo comprimento seja superior a 7m, só podem utilizar as duas vias de trânsito
mais à direita ao circular em auto-estradas ou troços de auto-estrada com
três ou mais vias de trânsito afectas ao mesmo sentido.
Um veículo de 4 rodas com tara inferior a 350Kg não pode exceder a
velocidade de 45Km/h para ser considerado um ciclomotor.
A condução sobre pavimentos cobertos de neve fica mais segura quando
se aumenta a pressão dos pneus, uma vez que facilita o escoamento da água
entretanto gerada pela rotação do pneu.
Num percurso urbano o uso de sinais sonoros só é permitido de dia e no
caso de perigo eminente.
Em condições normais, o gasóleo é o combustível que
liberta menor quantidade de monóxido de carbono para a atmosfera.
Se numa via estreita sem sinalização um automóvel de mercadorias
não puder cruzar-se com um ligeiro de passageiros, deve recuar o que estiver
mais perto do local do possível cruzamento.
As cargas e descargas são feitas pela retaguarda ou pelo lado em que o
veículo está parado.
Para efeitos de fiscalização, o condutor de um veículo pesado
deve manter em sua posse os discos do tacógrafo referentes à semana
em curso e à anterior.
O sinal de STOP não é um sinal de obrigação, mas
sim um sinal de cedência de passagem.
O condutor de um automóvel pesado de mercadorias cuja carga atinja o
peso máximo permitido deve aumentar suficientemente a distância de
segurança em relação ao veículo que o precede.
As luzes de marcha-atrás devem ser de cor branca e destinam-se a iluminar a
estrada para a retaguarda do veículo e avisar os outros utentes que o veículo
vai fazer marcha-atrás.
As luzes de marcha-atrás devem ser fixas e insusceptíveis de provocar
encandeamento.
O alcance máximo permitido para os faróis de marcha-atrás é
de 10m.
Nos automóveis e reboques é facultativo o uso de um ou dois faróis
de marcha-atrás.
Os sinais de perigo indicam a existência ou a possibilidade de aparecimento
de condições particularmente perigosas para o trânsito que imponham
especial atenção e prudência ao condutor.
Os sinais de perigo não devem ser colocados a mais de 300m nem a menos de 150m
do ponto da via a que se referem, a não ser que as condições
do local o não permitam, devendo neste caso ser utilizado um painel adicional
indicador da distância.
Os sinais indicativos do local de passagem de nível sem guarda devem ser colocados
na proximidade imediata da passagem de nível.
Os sinais «Cedência de passagem» (que não pode ser
colocado a uma distância da intersecção superior a 50m fora
das localidades e a 25m dentro das localidades), «Paragem obrigatória
no cruzamento ou entroncamento», «Cedência de passagem nos
estreitamentos da faixa de rodagem» e «Prioridade nos estreitamentos
da faixa de rodagem» devem ser colocados na proximidade imediata da
intersecção e na posição correspondente ao local onde
os condutores devem parar e aguardar a passagem dos veículos na via com
prioridade, se tal for possível.
Os sinais «Via com prioridade» e «Fim de via com prioridade»
devem ser colocados respectivamente no início e no fim da via a que respeitam.
Os restantes sinais de cedência de passagem não devem ser colocados
a mais de 300m nem a menos de 150m do ponto da via a que se referem, a não
ser que as condições do local o não permitam, devendo neste
caso ser utilizado um painel adicional indicador da distância.
Os sinais de proibição devem ser colocados na proximidade imediata
do local onde a proibição começa, com excepção
dos sinais «Proibição de virar à direita»,
«Proibição de virar à esquerda» e
«Proibição de inversão do sentido de marcha», que
podem ser colocados a uma distância conveniente do local onde a
proibição é imposta.
Os sinais de obrigação devem ser colocados na proximidade imediata
do local onde a obrigação começa, com excepção dos
sinais indicativos de «Sentido obrigatório», «Sentidos
obrigatórios possíveis» e «Rotunda» que podem ser
colocados a uma distância conveniente do local onde a obrigação
é imposta.
Os veículos automóveis classificam-se em ligeiros e pesados.
Para ser considerado um veículo automóvel devem ser cumpridos os
seguintes critérios:
O veículo tem de ter pelo menos 4 rodas.
A tara do veículo tem de ser superior a 550Kg.
O veículo tem de atingir a velocidade mínima de 25Km/h em patamar.
O veículo deverá ser movimentado através de um motor de
propulsão.
A deslocação do veículo não poderá estar
sujeita a carris.
São considerados veículos únicos os automóveis pesados
compostos por dois segmentos rígidos permanentemente ligados por uma secção
articulada que permite a comunicação entre ambos e o comboio turístico
constituído por um tractor e de 1 a 3 reboques destinados ao transporte de
passageiros em pequenos percursos e com fins turísticos ou de diversão.
É considerado um conjunto de veículos o grupo constituído por um
veículo tractor e o seu reboque ou semi-reboque.
A altura máxima de um veículo automóvel é de 4m.
Exceptuam-se, desde que providos de uma licença especial, os autocarros de
dois pisos, que poderão atingir os 4,40m.
A largura máxima de um veículo automóvel é de 2,55m.
Exceptuam-se os veículos de transporte condicionado, que poderão atingir
os 2.6m. Considera-se um veículo de transporte condicionado aquele cuja estrutura,
seja ela fixa ou móvel, esteja especialmente equipada para o transporte de mercadorias
a uma temperatura controlada e cujas paredes laterais tenham pelo menos 45mm de espessura,
incluindo o isolamento.
O comprimento máximo de um veículo automóvel de 2 ou mais eixos
é de 12m. Exceptuam-se os autocarros de passageiros de 2 eixos que podem atingir
13,5m e também os autocarros de passageiros com 3 ou mais eixos, que poderão
atingir os 15m. De igual modo, qualquer reboque ou semi-reboque de um ou mais eixos,
também só poderá atingir o comprimento máximo de 12m.
O conjunto veículo tractor e semi-reboque de três ou mais eixos só
poderá atingir o comprimento máximo de 16,5m.
18,75m é o comprimento máximo que pode atingir o conjunto veículo e
reboque, comboio turístico de passageiros e autocarro articulado de passageiros.
Os veículos da polícia, ambulâncias e veículos de
bombeiros podem dispor de uma ou duas luzes rotativas ou intermitentes de cor azul,
colocadas na parte superior do veículo e destinadas a assinalar a sua marcha
quando transitem em missão urgente.
Os veículos que transitem em marcha lenta, ou se tenham de imobilizar na via
pública em função do seu serviço, devem possuir uma ou duas
luzes rotativas ou intermitentes de cor amarela colocadas na parte superior do veículo
e destinadas a assinalar a sua presença.
Os tractores agrícolas e as máquinas agrícolas e industriais
automotrizes devem possuir uma luz rotativa ou intermitente de cor amarela colocada na
parte superior do veículo.
Estas luzes devem ser visíveis pelo menos à distância de 100m.
À excepção dos tractores e reboques agrícolas, todos
os veículos com largura superior a 2,10m devem possuir duas luzes de cor branca,
visíveis de frente e duas de cor vermelha visíveis da retaguarda, destinadas
a assinalar a sua largura total.
Todos os veículos cujo comprimento seja superior a 6m, devem estar equipados
com luzes ou reflectores não triangulares de cor âmbar, destinados a
indicar a sua presença quando vistos de lado.
Todos os reboques e semi-reboques devem possuir à frente, dois reflectores
não triangulares de cor branca ou incolores.
Todos os reboques, semi-reboques, máquinas agrícolas e industriais
automotrizes, devem possuir à retaguarda dois reflectores triangulares de
cor vermelha.
Todos os veículos automóveis ou conjunto de veículos cujo
peso bruto exceda os 3500Kg devem ser sinalizados com placas de cor amarelo reflector
e vermelho fluorescente na posição horizontal colocadas na sua retaguarda,
sendo permitida a sua utilização vertical apenas nos casos em que a
instalação horizontal seja impossível, devido às
características do veículo.
Todos os veículos automóveis ou conjunto de veículos cujo
comprimento exceda os 12m devem ser sinalizados com placas de cor amarelo reflector
e borda vermelho fluorescente na posição horizontal colocadas na sua
retaguarda, com a inscrição a preto indicando «Veículo
longo».
A inspecção periódica obrigatória dos automóveis
ligeiros de mercadorias deve efectuar-se 2 anos após a data de matrícula
inicial e anualmente nos anos seguintes.
A inspecção periódica obrigatória deve efectuar-se 1
ano após a data de matrícula inicial e anualmente até perfazerem
os 7 anos, passando depois a ser efectuada de 6 em 6 meses no oitavo ano e posteriores
para os seguintes veículos:
Automóveis pesados (de passageiros e de mercadorias).
Automóveis utilizados no transporte escolar.
Automóveis ligeiros licenciados para a instrução.
Automóveis ligeiros licenciados para o transporte público de
passageiros (táxis).
Ambulâncias.
Reboques e semi-reboques com peso bruto superior a 3500Kg, com excepção
dos reboques agrícolas.
Uma deficiência em qualquer dos sistemas de DIRECÇÃO -
SUSPENSÃO - TRAVAGEM implica a reprovação do veículo
numa inspecção periódica obrigatória.
Há três tipos de deficiências que podem ser detectadas nos veículos
durante uma inspecção periódica obrigatória:
Tipo 1: São deficiências que não afectam gravemente
as condições de funcionamento do veículo nem directamente as suas
condições de segurança, não implicando por isso nova
apresentação do veículo a inspecção para
verificação da reparação efectuada.
O veículo reprova na inspecção periódica obrigatória
se forem verificadas mais que cinco deficiências do tipo 1.
Tipo 2: São deficiências que afectam gravemente as
condições de funcionamento do veículo ou directamente as suas
condições de segurança, ou que põem em dúvida a sua
identificação, devendo o mesmo ser apresentado no centro de
inspecção para verificação da reparação
efectuada ou nos serviços competentes da DGV para o completo esclarecimento das
dúvidas respeitantes à respectiva identificação.
Tipo 3: Deficiência muito grave que implica a paralisação
do veículo ou permite somente a sua deslocação até ao local da
reparação, devendo esta ser confirmada em posterior inspecção.
Para conduzir um comboio turístico, o condutor deve estar habilitado com
carta de condução referente à Categoria D. O mesmo se passa em
relação ao autocarro articulado de passageiros. Para a condução
destes veículos é necessária a obtenção de uma
licença especial para a condução de reboques cujo peso total seja
superior a 750Kg, normalmente leccionada pelas próprias empresas de transportes, e
denominada categoria C+E
Para conduzir um veículo pesado de mercadorias é necessário estar
habilitado com a carta de condução referente à categoria C.
Para conduzir um veículo pesado de passageiros é necessário estar
habilitado com a carta de condução referente à categoria D.
Para poder conduzir um semi-reboque atrelado a um veículo tractor, o condutor
deverá estar habilitado com a carta de condução referente às
categorias C+E. O mesmo se passa para conduzir um conjunto composto pelo veículo
pesado de mercadorias e pelo reboque.
Estas informações são disponibilizadas como
domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora
seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem.
Evolução Versão 1.0c/Build 03- 09JUL2006: Reformulação
de conteúdos
Versão 1.0b/Build 02- 28JUN2006: Actualização de conteúdos
Versão 1.0a/Build 01- 13JUN2006: Disponibilização pública
sinto-me:
Aquele som...: Andrew Lloyd Webber - Cats - 16) Growitiger's Last Stand.mp3
Estou a tirar a carta de condução de ligeiros. Posso usar este
site para aprender o Código da Estrada?
Claro que sim. Este site está a ser desenvolvido aos poucos, e um
dos aspectos focados é precisamente o Código da Estrada, que tentarei
manter tão actualizado quanto possível.
Pretendia imprimir e distribuir entre os meus colegas um dos artigos que
li neste site. Posso fazê-lo?
Claro que sim. Deve no entanto providenciar para que conste a origem do artigo,
bem assim como o endereço deste site para que os seus colegas
também possam usufruir das outras informações que aqui disponibilizo.
Tenha em atenção que não poderá vender ou por qualquer
modo realizar proveitos económicos com a distribuição do artigo,
ressalvando-se, como é evidente, os custos de fotocópias ou
participação para minimizar os gastos efectuados com a impressão
(papel, tinteiro, etc.).
Sou instrutor numa escola de condução. Posso usar as
informações aqui disponibilizadas para documentar algumas das minhas
aulas?
Claro que sim. Deve no entanto comunicar aos seus alunos o endereço deste
site para que eles possam desfrutar das outras informações
que aqui disponibilizo. Tenha em atenção que não poderá
por qualquer meio receber nenhum proveito económico dos seus alunos, baseado
na utilização ou divulgação dessas mesmas informações.
Sou o dono de uma escola de condução e pretendo basear um manual
que entrego aos alunos em algumas das informações aqui disponíveis
que serão alteradas de forma a melhor integrarem o conteúdo já
existente. Há algumas restrições?
Desde que no próprio manual exista uma referência à origem
e ao endereço deste site em local relevante e que o mesmo não
seja comercializado, isto é, vendido aos alunos, ressalvando quando muito,
as despesas de impressão, o que normalmente não é o caso.
Deverá também incluir uma cópia da licença e portanto,
distribuir o próprio manual gratuitamente. Uma hipótese alternativa
será criar um caderno auxiliar que cumpra os requisitos já indicados
e distribuí-lo como complemento gratuito a todos os alunos para os quais as
informações aí constantes se tornem relevantes, quer estes
adquiram ou não o manual da escola ou outro equiparado, possibilitando-lhe
continuar a cobrar pela venda do seu manual inicial.
FAQ's
Porque te chamas Forfie?
Errrr... bem, nem sempre me chamaram assim, mas quando fui para casa do meu dono, ele tinha
lá mais carros, e à excepção do XZ, que era tratado pela
matrícula, os outros eram pela marca. Como eu já lá tinha um
irmão mais velho, o Ford, eu passei a ser o Ford Fiesta, mas depois para abreviar e
porque eu era o mais pequeno, começaram a chamar-me Forfie e assim ficou, até
hoje. Por acaso é um nome de que gosto bastante.
Evolução Versão 1.0a/Build 01- 16JUL2006: Primeira edição
Esta obra está licenciada na sua totalidade sob uma
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copiar, distribuir e exibir ou criar obras derivadas, desde que seja mencionado
o endereço deste site em lugar relevante, e se for alterada, transformada, ou
criada outra obra com base nesta, somente se poderá distribuir o produto
resultante sob uma licença idêntica. Em caso algum se poderá
utilizar esta obra ou suas derivadas com finalidades comerciais, mesmo indicando
a origem.
A cultura é pertença de um povo, que deve
ser mantida e preservada não só por ele, como por todos os outros que
o rodeiam ou que com ele tenham qualquer relacionamento.
O saber pessoal, como parte integrante dessa cultura deve
ser partilhado entre todos os seus membros por aqueles que o detêm ou dominam.
Ninguém pode querer subjugar o conhecimento disponibilizando-o apenas a troco
de dinheiro ou qualquer outro bem.
Certa noite tive um sonho em que vivia num mundo
onde se partilhavam as fontes de conhecimento para o bem comum. É um pequeno
passo para a Humanidade, e certamente que é um grande passo para mim, um simples
carro com mais de 10 anos, mas alguém tinha que o fazer. É por esse
motivo que estes textos são de utilização livre e gratuita.
Poderão ser utilizados por todos os que deles precisarem, independentemente
da raça, religião, cultura académica ou poder económico,
pois acredito que neste mundo virtual, à semelhança do mundo real
podemos ser bons ou maus, melhores ou piores, mas somos todos iguais.
No entanto, partilhar não é perder o direito
sobre os mesmos, pois muitas horas de estudo, de investigação e trabalho
voluntário foram aqui despendidas de modo a disponibilizar este site na
sua forma final. Estes textos podem ser livremente distribuídos, desde que seja
indicada a fonte e a maneira de aí aceder. Podem também ser referenciados
livremente através de hiperligações. Nunca, em nenhuma
circunstância, poderão ser usados como fonte de proveitos monetários
e, textos criados com base nestes, só poderão ser disponibilizados com
uma licença igual: utilização livre e gratuita.
Há dias o meu dono foi fazer o que
vulgarmente se chama de exame de Mecânica, para obtenção da carta
de condução da categoria D. Embora saiba que isso é bastante
importante para ele, fiquei preocupado, porque como dentro em breve vai passar a conduzir
autocarros de passageiros, de certeza que não lhe sobrará muito tempo
para perder comigo. Nem tão pouco sei se me continuará a ligar como
até hoje. Os autocarros são tão grandes ao pé de mim...
será que vão gostar tanto dele como eu gosto? Tenho receio que eu já
não lhe seja útil. Estará na altura de ser levado por alguém
como aconteceu ao XZ? Tenho medo do que me possa acontecer, e até tenho dormido
mal por causa disso. Há tanto tempo que não vou dormir à minha
garagem quentinha e sossegada. Já tenho saudades dela! Sei que agora estou mais
perto do meu dono, e que ele até me usa muito mais vezes, tantas que eu por vezes
até me julgo já um carro de família, mas acho que ainda me falta
alguma coisa. Acho que nunca vou conseguir ser o carro «dele».
Senti logo que ele vinha contente, ainda mal a chave entrara
na minha porta. Tinha passado no exame, e eu agora levava-o à escola onde ia
marcar as aulas de condução e dar a novidade aos colegas. Havia um lugar
mesmo em frente à escola e estacionei aí, vendo-o atravessar a rua. Ele
estava contente, eu, não podia deixar de sentir um aperto no carburador devido
à angústia de não saber o que me vai acontecer. Se ao menos conseguisse
comunicar com ele, falar-lhe como falo com os outros carros meus colegas, mas não
posso. Resta-me esperar.
Passado um bocado ele voltou e pôs-me a trabalhar. Como de
costume, deixa-me sempre a funcionar um pouquinho ao ralenti, pois diz
que isso é bom para a lubrificação do meu motor, e eu até
gosto. Quando me meto à estrada, até parece que estou pronto para correr
o mundo todo.
Batem-me no vidro da janela. Está ali um rapaz, talvez um
pouco mais novo que o meu dono, com um sorriso que lhe vai de orelha a orelha. «__ Vais passar ali ao Chile?», perguntou.
«__ Dás-me boleia?» «__ Então? Hoje não vais às aulas?
Saíste-me cá um baldas!» «__ Não, hoje não vou. Aliás era por
isso que te queria falar. O exame foi difícil?»
Senti ali uma leve hesitação. Não era para
saber do exame que ele ali estava. Devia haver outra coisa, mas o quê? «__ Nem por isso. Havia uma ou duas perguntas sobre
matéria que eu nunca tinha estudado, mas acabei por conseguir chegar lá
com bom senso.»
Continuaram a falar das perguntas do exame e depois sobre uma
mulher que atravessou a passadeira à minha frente com uma saia tão curta
que lhes deu motivo para mudar o tema da conversa e rir um bocado, mas eu notava que o
meu passageiro não ia bem, ele mexia-se demasiado no banco. Alguma coisa o estava
a enervar, e estávamos a chegar ao Chile. «__ Onde queres ficar?» __ Perguntou o meu
dono sem ter reparado no estado de nervos do outro. «__ Onde puderes parar está bem, apanho já
ali o Metro.»
Encostei à direita. Era um pouco complicado parar ali,
mas não devia demorar muito. De certeza que não ia estorvar os meus colegas. «__ Bom, então adeus, a gente vê-se por
aí...» __ Disse o meu dono enquanto lhe estendia a mão, que
ele apertou enquanto abria a porta. «__ Obrigado...»
Deteve-se sem sair. «__ Vais para onde? Para a outra margem, não
é? Então passas ali em Entrecampos. Eu apanho o Metro aí, pode
ser?»
Voltou a fechar a porta sem esperar pela resposta. Pelo caminho
falou de como ficou sem emprego e com a mulher e uma filha pequena. Não tinha
direito a subsídio de desemprego, porque teve de assinar logo a rescisão
do contrato no dia em que foi admitido e a mulher pouco ganhava como empregada de uma
loja num centro comercial. Estava a tentar recomeçar a vida, uma nova vida, e
tinha esperança de o conseguir fazer como camionista. Parece que até
já tinha um emprego assegurado numa empresa qualquer. Pedira dinheiro emprestado
aos pais para conseguir pagar a carta e as contas avolumavam-se enquanto o dinheiro
desaparecia. Precisava mesmo de passar, porque emprego acreditava estar garantido, logo
que a tivesse. «__ Há dias cortaram-me a luz e já
não sei a quem pedir mais.» Senti a água destilada ferver
na bateria. Aquilo cheirava-me à canção do bandido, um fado
choradinho para cravar umas notas ao meu dono. Apeteceu-me abrir a porta e atirá-lo
fora, mas contive-me «__ Como já passaste, não vais precisar
mais do livro. Podes emprestar-mo? Já não tenho dinheiro para o comprar,
e já tentei tudo, até pedi um livro emprestado na Biblioteca, mas é
muito velho, é de 76 e nem fala dos motores diesel. Não há nenhum de
mecânica. Eu depois devolvo-to, podes ficar descansado! Só que a mim,
agora ajudavas-me bastante. É só para conseguir fazer o exame.»
Fui abaixo quando o ouvi. Confesso que não estava nada
à espera disto. Algumas gotas de água saíram-me pelo esguicho do
limpa-vidros. A chave na ignição fazia-me rodar o motor de arranque, mas eu
estava tão absorto com o que tinha ouvido que nem me lembrava que tinha de pegar.
O motor de arranque rodou outra vez e pus-me a andar dali, ainda a tempo de ouvir uma
buzinadela e um piropo enviado por um motorista de táxi: «__ Tira a chocolateira daí...»
Segui até Entrecampos, quase sem prestar atenção
ao caminho nem ao trânsito. Deixei-me guiar até lá, enquanto
tentava perceber como é que há pessoas que precisam e não têm
quem as ajude, nem local ou organização a quem recorrer. Como é
possível precisar de aprender algo, ter de estudar e não o poder fazer
por falta de dinheiro? Como é possível ser obrigado a faltar a uma aula
para envergonhado pedir a um colega os restos que ele tinha utilizado e não
precisava mais? Estava chocado com a mentalidade dos homens, que conseguia ser bem pior
que a de alguns carros prepotentes que conheci desde que fui criado.
Nessa noite tive um sonho, um sonho em que homens e carros viviam
juntos em harmonia e que se ajudavam mutuamente, um mundo em que o conhecimento era
considerado um bem essencial, e como tal não tinha preço. Sonhei que
ninguém tinha de pagar para ter acesso à formação que era
livre e gratuita e que apenas as leis do mercado ditavam depois quem seria mais recompensado
pelo uso correcto que fizesse da sua aprendizagem. Sonhei que carros com mais de 10 anos
não eram abatidos em troca de abatimentos no IRS e ensinavam aos homens como eram
constituídos e o que deviam fazer para criar novos irmãos menos poluentes,
mais económicos, mais amigos do ambiente e da atmosfera de que os homens precisam
para viver ou mais seguros para os proteger. Alguns ensinavam os homens a conduzirem-nos
outros, as regras de trânsito para evitar os acidentes que nos vitimam mutuamente.
Nessa noite tive um sonho, e foi o mais bonito de todos os que tive
até então. Nessa noite, dormi bem.
O desenvolvimento deste artigo destina-se essencialmente a todos aqueles que
pretendem tirar carta de condução de pesados, seja de mercadorias
(categoria C) ou de passageiros (categoria D).
Nele encontrarão muitas informações que se poderão
revelar de extrema importância na hora de realizar o Exame de Mecânica.
Para todos vós, os meus votos de boa sorte para o vosso exame e muitas
felicidades na concretização da vossa nova vida profissional. Para
todos os outros, meros curiosos destas coisas de mecânica, ou afamados
condutores, apresento as minhas boas vindas a este blogue e espero que retornem
e participem.
Um último apelo da minha parte. Se me virem na estrada, tenham cuidado
comigo.
Não me transformem num monte de sucata,
está bem?
A principal finalidade do catalisador é diminuir a toxidade dos gases
de escape.
O número máximo de vias de um catalisador é 3.
O catalisador de três vias é o mais eficaz.
Num veículo equipado com catalisador só deve ser usada gasolina
sem chumbo.
Sob pena de comprometer o funcionamento do catalisador, o consumo de óleo
do motor de um veículo equipado com este sistema, não deve ser
superior a 1 litro por cada 1000 quilómetros.
O catalisador só se pode empregar em veículos movidos a gasolina.
Em veículos movidos a gasóleo pode ser usado um equipamento equivalente
denominado filtro de partículas.
Há três tipos de semieixos: rígido, semi-flutuante e
flutuante.
Um veículo não se pode deslocar pelos seus meios no caso de
estar com um semieixo partido.
Devido à porca que o sustenta, um veículo equipado com semieixos
rígidos ou semi-flutuantes, continua com o seu peso suportado quando um
deles se parte, no entanto se estiver equipado com semieixos flutuantes, já
o peso do veículo não é suportado quando isso acontece.
Se o gasóleo não for pulverizado nas devidas condições
sai fumo negro pelo tubo de escape.
As velas de pré-aquecimento servem para aquecer as câmaras de
combustão.
O centro de gravidade de um veículo de mercadorias completamente carregado
fica situado no centro da caixa de carga.
A diferença de um óleo de lubrificação SAE20 e um SAE40
reside na viscosidade e que o SAE20 é mais fluido.
Quando os pneus das duas rodas da frente apresentam desgaste excessivo no bordo
exterior, a convergência das rodas é demasiada.
O desgaste dos pneus é maior se a pressão for insuficiente.
O desgaste dos pneus é menor com o pavimento molhado.
Uma bateria de 12V é constituída por 6 elementos de 2V cada ligados
em série.
O alternador cria tensão para gerar corrente alterna que é
rectificada pelos díodos, ao contrário do dínamo que cria uma
corrente contínua.
Obtém-se melhor recuperação da carga da bateria quando
existe um alternador.
O alternador pode carregar a bateria, mesmo com o motor a funcionar ao
ralenti, operação que o dínamo é incapaz de
fazer, precisando que o motor esteja acelerado para poder carregar a bateria,
com todos os inconvenientes que daí decorriam para o funcionamento do sistema
eléctrico dos veículos com ele vinham equipados.
O alternador é equipado com um regulador de tensão que protege
a bateria de sobrecargas quando ela atinge a sua carga máxima, bem assim como
o próprio alternador quando o veículo se encontra parado e a bateria
pretende devolver a energia entretanto armazenada, ao passo que o dínamo
é protegido por um conjunto conjuntor/disjuntor.
O condutor de um veículo pesado de mercadorias só pode conduzir 36
horas numa semana, se na anterior tiver conduzido 54 horas.
A dupla embraiagem deve ser usada na redução das velocidades.
Os pré-tensores dos cintos de segurança são accionados por
meio de um sistema pirotécnico.
Os distintivos que sinalizam os automóveis licenciados para o transporte
rodoviário de mercadorias por conta de outrem, são de forma
rectangular, com o fundo branco e caracteres a preto.
As barras estabilizadoras servem para evitar que o veículo se incline
lateralmente.
A legislação que regula o transporte rodoviário NÃO
abrange todos os transportes de mercadorias efectuados por automóveis.
A biela é o elemento do motor que transmite o movimento do êmbolo
à cambota.
O condutor de um autocarro articulado de serviços urbanos, deve recolher
todos os passageiros que se encontrem nas diversas paragens do seu trajecto, desde
que não exceda a respectiva lotação.
Todos os veículos automóveis licenciados para o transporte rodoviário
de mercadorias devem apresentar um distintivo colocado à frente e outro à
retaguarda.
Um autocarro articulado de transportes públicos deve ter no mínimo
três portas do lado direito.
As unidades electrónicas de comando que equipam determinados veículos
comandam os sistemas antipoluição dos próprios veículos.
Pode-se juntar ao gasóleo um aditivo antioxidante, inibidor de corrosão
e dissipador de electricidade estática.
Se o motor for afinado a frio, não se está a contemplar a dilatação,
pelo que embora haja motores que sejam afinados a frio, no geral um motor é sempre
afinado depois de atingida a temperatura ideal de funcionamento.
A correia de distribuição transmite o movimento da cambota à
árvore de cames.
Os faróis devem ser focados com o veículo carregado.
As válvulas de admissão têm um diâmetro maior que as
de escape.
Nem todos os veículos pesados são obrigados ao uso do tacógrafo,
como por exemplo, os pesados de instrução.
Num motor com sistema multiválvulas, cada cilindro deve possuir pelo menos duas
válvulas de admissão e uma de escape.
Existe uma desmultiplicação sempre que um carreto mais pequeno
engrene num maior.
Transmissão é o sistema mecânico que transmite a energia motriz
às rodas.
É normalmente composto por embraiagem, caixa de velocidades, veio de
transmissão e diferencial.
Designa-se por tracção às quatro rodas o
sistema de transmissão em que a energia motriz é transmitida às
quatro rodas e não apenas a duas.
Um veículo designado 6x4 possui 4 rodados motrizes.
A transmissão nos veículos pesados é às rodas traseiras.
Nos veículos de tracção traseira, o ângulo das rodas de
direcção é convergente, enquanto para os veículos de
tracção dianteira o ângulo das rodas é divergente.
Se a energia motriz é transmitida às rodas da frente, diz-se que o
sistema de transmissão é de tracção às rodas
dianteiras (ou à frente). Este tipo de sistema pressupõe um conjunto
compacto constituído pelo motor, caixa de velocidades e diferencial. Como mais
de metade do peso do automóvel assenta sobre as rodas da frente, esta forma de
tracção aumenta a aderência em solos escorregadios e melhora a
condução ao proporcionar uma maior estabilidade.
A embraiagem monodisco pode patinar se as molas do prato estiverem pasmadas. No
caso de existir uma folga excessiva no pedal de comando, origina maior dificuldade
ou até impossibilidade de meter as mudanças.
A caixa de velocidades é a unidade destinada a permitir que o motor produza
o binário-motor suficiente a velocidades baixas. (O binário-motor
corresponde ao esforço de torção médio exercido pelos
êmbolos sobre a cambota e destinado a movimentar o veículo. O binário-motor
máximo ocorre normalmente entre metade e dois terços das rotações
máximas do motor).
A caixa de velocidades inclui vários conjuntos de engrenagens que servem para
multiplicar o binário-motor por valores diversos correspondentes a reduções
proporcionais na velocidade do veio de saída. Se o veio de saída da caixa
rodar a metade do número de rotações do motor, o seu binário-motor
corresponderá ao dobro do do motor.
A caixa de velocidades é composta por uma carcaça, dentro da qual se
situam os seguintes componentes:
ATENÇÃO: Este artigo está a ser revisto, uma vez que estão
aqui incluídas informações referentes a dois tipos de caixas de
velocidades distintas - normal e sincronizada, embora globalmente sejam idênticas.
O veio primário, que recebe o movimento do motor através da
embraiagem por meio de um estriado existente na sua extremidade.
O veio intermédio, que é formado por uma série de carretos
cada vez mais pequenos, que rodam solidários com ele.
O veio secundário, onde estão montados uma série de carretos
cujo tamanho vai aumentando desde o menor ao maior, e que embora rodem com ele,
podem ser movimentados ao longo deste mediante umas estrias aí existentes.
Nele estão também montados os sincronizadores que rodam solidários
com ele. Este eixo é montado no seguimento do veio primário, e ao qual
se pode fixar rodando assim à mesma velocidade do motor (prize).
Uma alavanca de mudanças com articulação de rótula que
engata em patilhas dos veios selectores.
Os veios selectores que se deslocam longitudinalmente por acção
da alavanca de mudanças.
A forquilha selectora que faz deslizar os sincronizadores.
Os carretos que deslizam livremente até que o sincronizador os fixe
ao veio.
Os carretos de união entre o veio primário e intermédio
que se encontram permanentemente engrenados, fazendo com que estes dois eixos rodem
sempre em simultâneo.
O carreto intermédio deslizante, de marcha-atrás.
Numa caixa de velocidades sincronizada, nem sempre existe um carreto sincronizador
para a primeira velocidade, embora haja caixas que dispõem também da primeira
velocidade sincronizada.
As mudanças saltam quando as molas das forquilhas da caixa de velocidades
estão partidas.
Quando se reduz uma mudança, a rotação do motor aumenta.
O diferencial é a última parte do sistema de transmissão.
É normalmente composto por uma roda de coroa e um pinhão (designado por
pinhão de ataque) que engrenam num conjunto designado por satélites e
planetários.
O diferencial está contido num bloco composto pelo cárter e pela
bainha do diferencial que constitui a ponte e que aloja os semieixos.
Num diferencial, a relação entre o pinhão de ataque e a roda
de coroa, é de 5 para 1 (cinco voltas do pinhão de ataque para uma volta
da roda de coroa).
A culatra, colaça ou cabeça do motor, são a mesma peça.
Ao veio intermédio (ou intermediário) de uma caixa de velocidades,
também se chama trem fixo.
Um cardan é uma junta flexível.
É costume designar por prize a velocidade que engrena directamente
no eixo primário de uma caixa de velocidades.
Estas informações são disponibilizadas como
domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora
seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem.
Evolução Versão 1.0c/Build 03- 09JUL2006: Reformulação
de conteúdos
Versão 1.0b/Build 02- 28JUN2006: Actualização de conteúdos
Versão 1.0a/Build 01- 13JUN2006: Disponibilização pública
sinto-me:
Aquele som...: Celine Dion & Peabo Bryson - Disney's Beauty and the Beast
Normalmente, um motor a 2 tempos não usa o cárter como depósito de óleo. A lubrificação obtém-se adicionando 5% de óleo directamente à gasolina durante o abastecimento. Quando se dá a explosão da mistura gasosa, o óleo contido no combustível é projectado em todas a direcções do cilindro, permitindo depois a lubrificação do êmbolo e restantes partes móveis.
O motor possui duas janelas para comunicar com o exterior e uma entre o cilindro e o cárter:
A janela de escape, colocada na parte inferior do cilindro e que faz a comunicação deste com o exterior, permitindo a saída dos gases queimados provenientes da explosão;
A janela de comunicação entre o cilindro e o cárter;
A janela de admissão, por onde vai ser introduzida a mistura gasosa formada pelo ar e pelo combustível.
Ao ser iniciado o movimento ascendente do êmbolo, este obstrui todas as janelas, sendo comprimida a mistura gasosa existente na parte superior do cilindro durante esta parte do passeio do êmbolo.
Ultrapassando a janela de admissão, esta fica a descoberto, permitindo a admissão da mistura gasosa no cárter.
Quando o êmbolo atinge o PMS (ponto morto superior) dá-se a explosão, devido à inflamação dos gases produzida pela libertação da faísca na vela, pelo que estes empurram o êmbolo em direcção ao PMI (ponto morto inferior), produzindo assim trabalho e movimentando o eixo de manivelas. Durante esta parte do passeio, o êmbolo vai obstruindo a janela de admissão, enquanto vai libertando a de escape possibilitando a saída dos produtos provenientes da combustão.
Até chegar ao PMI, o êmbolo liberta completamente a janela de passagem entre o cárter e o cilindro permitindo que a mistura gasosa seja direccionada para o cilindro, acabando de empurrar os gases queimados que ainda aí se encontrem.
Após a expulsão dos gases o motor fica nas condições iniciais permitindo que o ciclo se repita.
===Sinónimos=== êmbolo (pt-PT) ou pistão. escape (pt-PT) exaustão (pt-BR) veio (ou eixo) de manivelas (pt-PT), cambota (pt-PT), virabrequim (pt-BR), árvore de manivelas (pt-BR)
Licença Estas informações são disponibilizadas como domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem. Veja este artigo também publicado na Wikipédia.
Versão 1.0a/Build 01- 19JUN2006: Public release
sinto-me:
Aquele som...: Bob Marley & The Wailers - Uprising - Zion Train
As contra-ordenações classificam-se em leves, graves e muito graves. São contra-ordenações leves todas as que não forem classificadas como graves ou muito graves.
Constitui contra-ordenação muito grave,
Condução sob a influência de álcool:
A condução sob a influência de álcool em que o condutor apresente uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,8g/l, punível com coima de 360 a 1800€ e inibição de conduzir de 2 a 24 meses (constituindo crime se igual ou superior a 1,2g/l, punível com pena de prisão até 1 ano ou multa até 120 dias se pena mais grave não couber por força de outra disposição legal e proibição de conduzir de 3 a 36 meses).
Condução sob a influência de estupefacientes ou psicotrópicos:
A condução sob a influência de substâncias legalmente consideradas como estupefacientes ou psicotrópicas (podendo ainda constituir crime).
Excesso de velocidade:
O excesso de velocidade superior a 60Km/h sobre os limites legalmente impostos quando praticado pelo condutor de motociclo ou de automóvel ligeiro, ou superior a 40Km/h quando praticado pelo condutor de automóvel pesado, de veículo agrícola, de máquina industrial ou de ciclomotor, podendo ainda constituir crime.
O excesso de velocidade superior a 40Km/h sobre os limites de velocidade estabelecidos para o condutor, podendo ainda constituir crime.
Trânsito:
O trânsito de veículos em sentido oposto ao legalmente estabelecido quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
Sinalização:
A utilização nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, dos separadores de trânsito ou de aberturas eventualmente neles existentes.
Iluminação:
O trânsito de veículos sem utilização dos dispositivos de iluminação, quando obrigatória, nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos.
A utilização dos máximos de modo a provocar encandeamento.
Cedência de passagem:
O desrespeito das regras e sinais de cedência de passagem nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
Ultrapassagem:
O desrespeito das regras e sinais de ultrapassagem nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
Mudança de direcção:
O desrespeito das regras e sinais de mudança de direcção nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
Inversão do sentido de marcha:
O desrespeito das regras e sinais de inversão do sentido de marcha nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
Marcha atrás:
O desrespeito das regras de marcha atrás nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
Paragem ou estacionamento:
A paragem ou o estacionamento nas faixas de rodagem das auto-estradas ou das vias reservadas a automóveis e motociclos.
A paragem ou o estacionamento nas faixas de rodagem, fora das localidades, a menos de 50m dos cruzamentos e entroncamentos, curvas ou lombas de visibilidade insuficiente.
O estacionamento de noite, nas faixas de rodagem fora das localidades.
Triângulo de pré-sinalização de perigo:
A não utilização do sinal de pré-sinalização de perigo nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, quando obrigatório.
Trânsito nas auto-estradas:
De notar que algumas das infracções a seguir descriminadas já foram indicadas nos parágrafos anteriores, tendo sido repetidas aqui por uma questão de identidade com este grupo.
O trânsito de veículos em sentido oposto ao legalmente estabelecido quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
O trânsito de veículos sem utilização dos dispositivos de iluminação, quando obrigatória, nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos.
A entrada nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos por locais diferentes dos acessos a esses fins destinados.
A paragem ou o estacionamento nas faixas de rodagem das auto-estradas ou das vias reservadas a automóveis e motociclos.
O desrespeito das regras e sinais de cedência de passagem nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
O desrespeito das regras e sinais de ultrapassagem, podendo ainda constituir crime.
O desrespeito das regras e sinais de mudança de direcção, podendo ainda constituir crime.
O desrespeito das regras e sinais de inversão do sentido de marcha nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
O desrespeito das regras de marcha atrás nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, podendo ainda constituir crime.
A utilização nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos, dos separadores de trânsito ou de aberturas eventualmente neles existentes.
A não utilização do sinal de pré-sinalização de perigo, quando obrigatório.
A saída das auto-estradas ou das vias reservadas a automóveis e motociclos por locais diferentes dos acessos a esses fins destinados.
Estas informações são disponibilizadas como domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem.
Considerando o uso de apenas duas válvulas que são comandadas pelos ressaltos de árvore de cames, uma designada por válvula de admissão (à direita na animação), que permite a introdução no cilindro de uma mistura gasosa composta por ar e combustível e outra designada como válvula de escape (à esquerda na animação), que permite a expulsão para a atmosfera dos gases queimados, o ciclo de funcionamento de um motor de combustão a 4 tempos é o seguinte:
Com o êmbolo (também designado por pistão) no PMS (ponto morto superior) é aberta a válvula de admissão, enquanto se mantém fechada a válvula de escape. A dosagem da mistura gasosa é regulada pelo carburador, por um sistema de injecção directa (em tudo semelhante a um sistema de injecção Diesel) ou pela injecção electrónica, em que se substitui o comando mecânico destes sistemas por um electrónico e conseguindo-se assim melhores prestações, principalmente quando solicitadas respostas rápidas do motor. O êmbolo, impelido pelo veio de manivelas, move-se então até ao PMI (ponto morto inferior). A este passeio do êmbolo é chamado o primeiro tempo do ciclo, ou tempo de admissão.
Fecha-se nesta altura a válvula de admissão, ficando o cilindro cheio com a mistura gasosa, que é agora comprimida pelo pistão, impulsionado no seu sentido ascendente em direção à cabeça do motor pelo veio de manivelas até atingir de novo o PMS. Na animação observa-se que durante este movimento as duas válvulas se encontram fechadas. A este segundo passeio do êmbolo é chamado o segundo tempo do ciclo, ou tempo de compressão.
Quando o êmbolo atingiu o PMS, a mistura gasosa que se encontra comprimida no espaço existente entre a face superior do êmbolo e a cabeça do motor, denominado câmara de combustão, é inflamada devido a uma faísca produzida pela vela e explode. O aumento de pressão devido ao movimento de expansão destes gases empurra o êmbolo até ao PMI, impulsionando desta maneira o veio de manivelas e produzindo a força rotativa necessária ao movimento do eixo do motor que será posteriormente transmitido às rodas motrizes. A este terceiro passeio do êmbolo é chamado o terceiro tempo do ciclo, tempo de explosão, tempo motor ou tempo útil, uma vez que é o único que efectivamente produz trabalho, pois durante os outros tempos, apenas se usa a energia de rotação acumulada no volante (solidário com o veio), o que faz com que ele ao rodar permita a continuidade do movimento do veio de manivelas durante os outros três tempos.
O cilindro encontra-se agora cheio de gases queimados. É nesta altura, em que o êmbolo impulsionado pelo veio de manivelas retoma o seu movimento ascendente, que a válvula de escape se abre, permitindo a expulsão para a atmosfera dos gases impelidos pelo êmbolo no seu movimento até ao PMS, altura em que se fecha a válvula de escape. A este quarto passeio do êmbolo é chamado o quarto tempo do ciclo, ou tempo de escape.
Após a expulsão dos gases o motor fica nas condições iniciais permitindo que o ciclo se repita.
===Sinónimos=== cabeça do motor (pt-PT) ou cabeçote (pt-BR) êmbolo (pt-PT) ou pistão (pt-PT/pt_BR) injecção electrónica (pt-PT) ou injeção eletrônica (pt-BR) tempo de escape (pt-PT) ou tempo de exaustão (pt-BR) válvulas (pt-PT) ou válvulas de cabeçote (pt-BR) válvula de escape (pt-PT) ou válvula de exaustão (pt-BR) veio (ou eixo) de manivelas (pt-PT), cambota (pt-PT), virabrequim (pt-BR), árvore de manivelas (pt-BR)
Estas informações são disponibilizadas como domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem.
Versão 1.0a/Build 01- 17JUN2006: Public release
sinto-me:
Aquele som...: Avril Lavigne - Under my Skin - My Happy Ending
Peça de corpo tubular em ferro ou liga ligeira, que se move longitudinalmente no interior do cilindro. Está dividida em três partes:
A parte superior, denominada cabeça, que é fechada, delimitando a câmara de combustão;
A parte média, normalmente chamada de corpo, onde existem dois orifícios circulares reforçados para alojar o eixo do êmbolo que o une à biela;
A parte inferior, designada por saia.
O corpo e a saia do êmbolo são ocos, para permitir a ligação à biela e o movimento pendular desta.
Na parte exterior da cabeça, o pistão tem pelo menos três sulcos, nos quais são colocados segmentos, também designados por 'aros de êmbolo' e que servem para garantir a estanquicidade devido a ter de existir uma certa folga entre o cilindro e o corpo do êmbolo. Esta folga garante que ao dilatar-se com o aquecimento do motor, o êmbolo não se agarre ao cilindro, ficando impedido de se movimentar.
Estas informações são disponibilizadas como domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem. Veja este artigo também publicado na Wikipédia.
As contra-ordenações classificam-se em leves, graves e muito graves. São contra-ordenações leves todas as que não forem classificadas como graves ou muito graves.
Constitui contra-ordenação grave,
Condução sob a influência de álcool:
A condução sob a influência de álcool em que o condutor apresente uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5g/l, punível com coima de 240 a 1200€ e inibição de conduzir de 1 a 12 meses (ou muito grave quando igual ou superior a 0,8g/l, constituindo crime se igual ou superior a 1,2g/l).
Excesso de velocidade:
O excesso de velocidade superior a 30Km/h sobre os limites legalmente impostos quando praticado pelo condutor de motociclo ou de automóvel ligeiro, ou superior a 20Km/h quando praticado pelo condutor de automóvel pesado, de veículo agrícola, de máquina industrial ou de ciclomotor (ou muito grave quando o excesso de velocidade for superior a respectivamente 60Km/h ou a 40Km/h), podendo ainda constituir crime.
O excesso de velocidade superior a 20Km/h sobre os limites de velocidade estabelecidos para o condutor (ou muito grave quando o excesso de velocidade for superior a 40Km/h), podendo ainda constituir crime.
O trânsito com velocidade excessiva para as características do veículo ou da via, para as condições atmosféricas ou de circulação ou nos casos em que a velocidade deva ser especialmente moderada.
Trânsito:
O trânsito de veículos em sentido oposto ao legalmente estabelecido (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos), podendo ainda constituir crime.
Sinalização:
O desrespeito da obrigação de parar imposta pelo agente fiscalizador ou regulador de trânsito, pela luz vermelha de regulação do trânsito ou pelo sinal de paragem obrigatória nos cruzamentos, entroncamentos e rotundas.
A transposição ou a circulação em desrespeito de uma linha longitudinal contínua delimitadora de sentidos de trânsito ou de uma linha mista com o mesmo significado.
Iluminação:
O trânsito de veículos sem utilização dos dispositivos de iluminação, quando obrigatória (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos).
Cedência de passagem:
O desrespeito das regras e sinais de cedência de passagem (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos), podendo ainda constituir crime.
Ultrapassagem:
O desrespeito das regras e sinais de ultrapassagem (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos), podendo ainda constituir crime.
Mudança de direcção:
O desrespeito das regras e sinais de mudança de direcção (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos), podendo ainda constituir crime.
Inversão do sentido de marcha:
O desrespeito das regras e sinais de inversão do sentido de marcha (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos), podendo ainda constituir crime.
Marcha atrás:
O desrespeito das regras de marcha atrás (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos), podendo ainda constituir crime.
Passagens de nível:
O desrespeito das regras de atravessamento de passagem de nível.
Peões:
O desrespeito pelo trânsito de peões nas passagens para o efeito assinaladas, podendo ainda constituir crime.
A não cedência de passagem aos peões pelo condutor que mudou de direcção dentro das localidades, podendo ainda constituir crime.
Paragem e estacionamento:
A paragem ou o estacionamento nas bermas das auto-estradas ou das vias reservadas a automóveis e motociclos (ou muito grave quando praticada nas faixas de rodagem das auto-estradas ou das vias reservadas a automóveis e motociclos).
Triângulo de pré-sinalização de perigo:
A não utilização do sinal de pré-sinalização de perigo fora das localidades, quando obrigatório (ou muito grave quando praticado nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos).
Trânsito nas auto-estradas:
O desrespeito das regras de trânsito de automóveis pesados e de conjuntos de veículos nas auto-estradas ou nas vias reservadas a automóveis e motociclos.
Estas informações são disponibilizadas como domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem.
Versão 1.0a/Build 01- 14JUN2006: Public release
sinto-me:
Aquele som...: Alicia Keys - Diary of Alicia Keys - If I ain't got you
No princípio era um carrinho na linha de montagem...
... no meio de tantos irmãos meus. Mas rapidamente descobri que não tinha sido bafejado pela sorte, pois de todos eles, eu era o que menos tinha para dar, para chamar a atenção. Olhava para um lado e para o outro, e via pinturas metalizadas reluzentes, jantes especiais, ouvia-os cantar com a suas aparelhagens de som... alguns eram tão eléctricos que abriam e fechavam os vidros sozinhos. Eu? Pobre de mim, não tinha nada de nada. Era o mais fraco de todos eles. Gama Baixa foi a alcunha que me deram. Arrastava as minhas jantes de ferro calçado com uns pneus tão fininhos que cheguei julgar a ver motos com pneus mais largos. Ouvi alguém dizer: __ Se tiver defeitos não interessa. Levem-no já daqui para fora. Um operário entrou dentro de mim e conduziu-me ao longo da fábrica. Ao passar por uma porta envidraçada tivemos que abrandar para dar passagem a uma empilhadora. Olhei para mim. Nem era assim tão feio como isso. Também tinha a pintura brilhante. Devia haver alguém que gostasse de mim. De certeza que ainda iria fazer alguém feliz. Mas depressa perdi as ilusões. Levaram-me para um parque imenso onde fiquei abandonado. Nem mesmo os operários que me montaram pareciam gostar de mim. Aos poucos fechei os faróis e deixei-me abraçar pelo frio da noite.
Ali estava eu. Nem sabia bem para quê! À minha volta havia outros parecidos comigo, mas nenhum era meu irmão. Olhavam-me com uma espécie de desconfiança, ou talvez até mesmo indiferença ou desdém. Senti-me sozinho e perdido. Nenhum deles falava comigo. Tive medo! Aos poucos, as conversas começaram, a princípio em surdina, mas rapidamente tomando um tom perfeitamente normal. Reparei que passavam todas ao meu lado. Ninguém propriamente me dirigia a palavra, mas acabei por achar que falavam de mim. __ Isto é uma vergonha, trazerem uma coisa destas para aqui! __ Disse um carro grande e prateado que parecia ter bem mais um metro do que eu. __ É mesmo! Nem sequer deviam fabricar dessas coisas. __ Respondeu outro. Um coro de assentimentos fez-se ouvir. Era evidente que eu não tinha sido apreciado. __ Deixem lá o miúdo. Pensam que têm o rei na barriga. Estou ansiosa por me ir embora daqui! __ Admoestou-os uma carrinha com voz grave. Por momentos fez-se silêncio, como se realmente tivessem tomado em consideração o que foi dito por aquela carrinha, mas o carro grande emitiu uma espécie de resmungo, o que fez com que todos se rissem. E as conversas continuaram mas pelo menos já não eram sobre mim, embora também não fossem comigo. __ Obrigado! __ Murmurei eu para a carrinha, tentando criar pelo menos uma amizade com alguém. __ Deixa-os lá. __ Respondeu ela com um sorriso. __ Ao princípio também foi assim comigo, só porque sou um carro de trabalho. Estou farta deles! Tomara que me venham logo buscar. __ Vais sair daqui? __ Perguntei curioso. __ Para onde? O que vais fazer? __ Ei, miúdo! __ Repreendeu-me com voz grossa e mal-humorada um dos carros que se tinham rido de mim. __ És um carro ou uma matraca? Pára lá com as perguntas! __ E depois com uma voz mais sumida e aborrecida __ Barulhento!... Olhei para a carrinha sem me atrever sequer a balbuciar, mas esperando ansioso pelas respostas que poderia ouvir. Quem sabe se não me aconteceria a mim algo semelhante, sair dali e ir com alguém que realmente me quisesse e gostasse de mim. __ Vou dentro de dois ou três dias. Já me vieram comprar, só falta um papel qualquer do banco que deve estar a chegar. __ Disse ela, correspondendo ao meu olhar interrogativo. __ E vais para onde? __ Perguntei eu num murmúrio quase inaudível. __ Vais para longe? Nunca mais nos vamos ver? __ Vou ficar por esta cidade. Ouvi dizer que se chama Lisboa. Vou transportar mercadorias, mas não me perguntes o quê, porque também não sei. __ Disse com um sorriso, embora quisesse parecer zangada com todas as perguntas que lhe fazia. Naquele momento, pareceu-me o sorriso mais bonito do mundo. __ Transportar mercadorias? __ Sussurrei espantado. __ Vais trabalhar! É por isso que não te acabaram! __ É claro que estou terminada! __ Ripostou conseguindo parecer mais zangada do que divertida com a minha falta de conhecimentos. __ Falta-me só a caixa de carga, mas já a mandaram fazer. Quando sair daqui vou logo lá buscá-la e começo a trabalhar de imediato. E qual é o mal de trabalhar? Alguém tem de o fazer, não é? Julgavas que nós carros só servíamos para passear? __ E isso não custa muito? __ Continuei com as minhas perguntas. __ Vais ter de andar carregada de um lado para o outro. E já ouvi histórias em que os homens às vezes nem nos dão tempo para descansar, nem nos tratam bem. É verdade? __ Sim, és capaz de ter razão. Já cá vieram com dois condutores. Eles vão-se revezar para eu não parar de produzir. Parece que tenho de os ajudar a pagarem-me. Devo começar pelas seis da manhã e só paro depois das dez da noite. O mais novo é que me assustou um pouco, disse que ia puxar por mim a valer. Espero que não bata comigo. Eu estava cada vez mais admirado. Era para isso que nos faziam? Para nos carregarem e magoarem? __ Não sei se conseguia ter esse tipo de vida... e depois, quando já não conseguires carregar tanta coisa, ou se te estragam muito? O que vai ser de ti? __ Nessa altura vou para a sucata, acho. __ Sucata? O que é isso? Um hospital? __ A cada momento aprendia coisas novas. Ouvi risos. Nem me tinha apercebido que a dada altura os outros carros começaram a prestar atenção à nossa conversa. Um bonito carro desportivo vermelho, só com dois lugares explicou-me: __ Sucata! Por definição o lugar onde te cortam aos bocadinhos. Se ainda tiveres algumas peças boas, podem vendê-las a alguém que precise e quando não tiveres mais nada de útil, juntam-te num cubo para seres derretido... Nem conseguiu acabar a frase. __ Não! __ O grito saiu do mais profundo de mim. Nem vi se ele só me estava a assustar ou se falava a sério. __ Eu não quero ir para a sucata! Não quero... não quero... __ A minha voz ia ficando cada vez mais sumida. Queria fugir dali, mas as rodas recusaram-se a andar, o meu motor não se ligou, e fiquei no mesmo lugar a imaginar a porta de vidro lá ao fundo, que me separava da rua e da liberdade. E eu sem lhe poder sequer chegar. Comecei a chorar tentando fazer com que não incomodasse ninguém. Nem reparei que alguns dos meus colegas também estavam comovidos. Não queria ser cortado nem derretido, nem vendido às peças... só queria ser feliz...