História da vida de um carrinho sem sorte que todos os dias teme o destino traçado em direcção a um monte de sucata.

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Horóscopo

É claro que este horóscopo não é meu. É do meu dono. Li isto na MagikTuning 25 e acho que condiz MESMO com ele, um misto de Aquário e Peixes:
 
Aquário
Vanguardista como poucos olha para o carro e vê... uma jarra com flores. Acha que é tuner, mas na verdade nem sabe o que é um automóvel! Por isso deve deixar de inventar cenas! Isso de substituir os bancos por colchões de água é realmente muito à frente...
 
Peixes
Junta duas características perigosas num tuner: é indeciso e deslumbra-se com facilidade. Ora isto significa que não sabe o que quer para o seu carro, só sabe que quer alterá-lo! E por outro lado não pode ver nada de diferente que quer logo colocá-lo no seu carro. Estamos a ver qual é o resultado...

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Se estiver a tirar a carta de condução de pesados, seja de mercadorias (categoria C) ou de passageiros (categoria D), ou simplesmente se interessa por coisas de Mecânica ou do Código de Estrada encontra aqui um excelente artigo onde se encontram muitas informações que se poderão revelar de extrema importância na hora de realizar o Exame de Mecânica.
Se pretender conhecer as contra-ordenações graves devido a infracções às disposiçôes do Código da Estrada e legislação complementar encontra aqui um excelente artigo.
 

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Projecto Forfie:
O Projecto Forfie é uma dualidade entre um ensaio literário e uma obra técnica. Pode-se dizer que este blogue se iniciou como um ensaio de uma nova forma de escrita, no qual o autor pretendeu fazer uma incursão por novas áreas do seu trabalho, dando-lhe uma orientação marginal e acercando-se de um novo estilo, no entanto, a dada altura, usou-o também como bloco de apontamentos acrescentando-lhe meia dúzia de artigos técnicos, cujo interesse foi sobejamente demonstrado pelos novos leitores que entretanto afluíram, provenientes não só de buscas realizadas com o Google e o Sapo, mas também através de hiperligações que aos poucos foram pululando pela Internet como cogumelos, tornando desde então a cisão entre os dois temas impensável, mas requerendo uma dissociação do teor dos mesmos de forma a não misturar algo tão distinto, o que se consegue recorrendo ao menu de acesso rápido, que permite ao leitor/utilizador navegar dentro dos artigos que lhe proporcionam melhor resposta às suas necessidades, podendo ao mesmo tempo, se a sua curiosidade o instigar, deambular por algo em que até essa altura não tinha manifestado interesse.
Licença:
Creative Commons LicenseEsta obra está licenciada na sua totalidade sob uma Licença Creative Commons. Pode-se usar e consultar livremente, copiar, distribuir e exibir ou criar obras derivadas, desde que seja mencionado o endereço deste site em lugar relevante, e se for alterada, transformada, ou criada outra obra com base nesta, somente se poderá distribuir o produto resultante sob uma licença idêntica. Em caso algum se poderá utilizar esta obra ou suas derivadas com finalidades comerciais, mesmo indicando a origem.
Características do ensaio literário:
- Uma obra de ficção
- Um projecto para uma futura série infantil
Características da obra técnica:
- Profundamente desenvolvida
- De fácil interpretação e aprendizagem
- De utilização gratuita
- Desenvolvimento constante e actual
- Algumas informações baseadas em conteúdos disponibilizados na Internet, e aqui agrupados
- Pesquisável
- Funcional e útil
- Trabalho voluntário utilizado na concepção e desenvolvimento
Compatibilidade:
Testado e funcional com: IE 5.0/5.5/6.0, Mozilla 1.4/1.7, Opera 7.11/7.23/7.51, Netscape 7.11, Firefox 0.7/0.8/0.9/1.0/1.5, Safari 1.2
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Prefácio

Forfie - o Prefácio
    À primeira vista, o leitor mais desatento dirá que esta é uma história para crianças, ou então, pensará que talvez seja um ensaio sobre algum novo tipo de estilo para passar ao papel meia dúzia de palavras, sentimentos e ideias, mas a admiração surge quando se apercebe que o protagonista é nem mais nem menos que... um carro?!!!...
    O certo é que o autor exagerou ao vestir a pele do carro, quis pensar como ele pensaria e ver o mundo da mesma forma que ele veria se tivesse o dom da vida, mas empolgou-se de tal forma que criou um diário, contou uma história... e continua a completá-la, dia após dia, talvez destinada mesmo a crianças, ou à criança que há em todos nós...
 

    Vkthor
    ...--.--....---.-.
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    1 de Maio de 2006

 

A história do Forfie começa aqui...

No princípio era um carrinho na linha de montagem... No stand
Novos artigos estão já alinhavados na gaveta, dispersos por meia centena de folhas e diversos blocos de apontamentos, aguardando pacientemente a sua divulgação, que será feita tão rapidamente quanto possível. Para os mais apressados e anciosos, apelo só para que tenham um pouco mais de paciência.


O Forfie ajuda...

... disponibilizando também informações sobre Código da Estrada e sobre Mecânica Automóvel! Veja no menu lateral em Últimas desgraças ou utilize o Menu rápido abaixo.


Sugestões, comentários, exercícios, artigos ou qualquer outro tipo de colaboração, são bem vindos. Obrigado.
 
Forfie

Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

No stand

    Ali estava eu. Nem sabia bem para quê! À minha volta havia outros parecidos comigo, mas nenhum era meu irmão. Olhavam-me com uma espécie de desconfiança, ou talvez até mesmo indiferença ou desdém. Senti-me sozinho e perdido. Nenhum deles falava comigo. Tive medo!
    Aos poucos, as conversas começaram, a princípio em surdina, mas rapidamente tomando um tom perfeitamente normal. Reparei que passavam todas ao meu lado. Ninguém propriamente me dirigia a palavra, mas acabei por achar que falavam de mim.
    __ Isto é uma vergonha, trazerem uma coisa destas para aqui! __ Disse um carro grande e prateado que parecia ter bem mais um metro do que eu.
    __ É mesmo! Nem sequer deviam fabricar dessas coisas. __ Respondeu outro. Um coro de assentimentos fez-se ouvir. Era evidente que eu não tinha sido apreciado.
    __ Deixem lá o miúdo. Pensam que têm o rei na barriga. Estou ansiosa por me ir embora daqui! __ Admoestou-os uma carrinha com voz grave.
    Por momentos fez-se silêncio, como se realmente tivessem tomado em consideração o que foi dito por aquela carrinha, mas o carro grande emitiu uma espécie de resmungo, o que fez com que todos se rissem. E as conversas continuaram mas pelo menos já não eram sobre mim, embora também não fossem comigo.
    __ Obrigado! __ Murmurei eu para a carrinha, tentando criar pelo menos uma amizade com alguém.
    __ Deixa-os lá. __ Respondeu ela com um sorriso. __ Ao princípio também foi assim comigo, só porque sou um carro de trabalho. Estou farta deles! Tomara que me venham logo buscar.
    __ Vais sair daqui? __ Perguntei curioso. __ Para onde? O que vais fazer?
    __ Ei, miúdo! __ Repreendeu-me com voz grossa e mal-humorada um dos carros que se tinham rido de mim. __ És um carro ou uma matraca? Pára lá com as perguntas! __ E depois com uma voz mais sumida e aborrecida __ Barulhento!...
    Olhei para a carrinha sem me atrever sequer a balbuciar, mas esperando ansioso pelas respostas que poderia ouvir. Quem sabe se não me aconteceria a mim algo semelhante, sair dali e ir com alguém que realmente me quisesse e gostasse de mim.
    __ Vou dentro de dois ou três dias. Já me vieram comprar, só falta um papel qualquer do banco que deve estar a chegar. __ Disse ela, correspondendo ao meu olhar interrogativo.
    __ E vais para onde? __ Perguntei eu num murmúrio quase inaudível. __ Vais para longe? Nunca mais nos vamos ver?
    __ Vou ficar por esta cidade. Ouvi dizer que se chama Lisboa. Vou transportar mercadorias, mas não me perguntes o quê, porque também não sei. __ Disse com um sorriso, embora quisesse parecer zangada com todas as perguntas que lhe fazia. Naquele momento, pareceu-me o sorriso mais bonito do mundo.
    __ Transportar mercadorias? __ Sussurrei espantado. __ Vais trabalhar! É por isso que não te acabaram!
    __ É claro que estou terminada! __ Ripostou conseguindo parecer mais zangada do que divertida com a minha falta de conhecimentos. __ Falta-me só a caixa de carga, mas já a mandaram fazer. Quando sair daqui vou logo lá buscá-la e começo a trabalhar de imediato. E qual é o mal de trabalhar? Alguém tem de o fazer, não é? Julgavas que nós carros só servíamos para passear?
     __ E isso não custa muito? __ Continuei com as minhas perguntas. __ Vais ter de andar carregada de um lado para o outro. E já ouvi histórias em que os homens às vezes nem nos dão tempo para descansar, nem nos tratam bem. É verdade?
    __ Sim, és capaz de ter razão. Já cá vieram com dois condutores. Eles vão-se revezar para eu não parar de produzir. Parece que tenho de os ajudar a pagarem-me. Devo começar pelas seis da manhã e só paro depois das dez da noite. O mais novo é que me assustou um pouco, disse que ia puxar por mim a valer. Espero que não bata comigo.
    Eu estava cada vez mais admirado. Era para isso que nos faziam? Para nos carregarem e magoarem?
    __ Não sei se conseguia ter esse tipo de vida... e depois, quando já não conseguires carregar tanta coisa, ou se te estragam muito? O que vai ser de ti?
    __ Nessa altura vou para a sucata, acho.
    __ Sucata? O que é isso? Um hospital? __ A cada momento aprendia coisas novas.
    Ouvi risos. Nem me tinha apercebido que a dada altura os outros carros começaram a prestar atenção à nossa conversa.
    Um bonito carro desportivo vermelho, só com dois lugares explicou-me:
    __ Sucata! Por definição o lugar onde te cortam aos bocadinhos. Se ainda tiveres algumas peças boas, podem vendê-las a alguém que precise e quando não tiveres mais nada de útil, juntam-te num cubo para seres derretido...
    Nem conseguiu acabar a frase.
    __ Não! __ O grito saiu do mais profundo de mim. Nem vi se ele só me estava a assustar ou se falava a sério. __ Eu não quero ir para a sucata! Não quero... não quero... __ A minha voz ia ficando cada vez mais sumida.
    Queria fugir dali, mas as rodas recusaram-se a andar, o meu motor não se ligou, e fiquei no mesmo lugar a imaginar a porta de vidro lá ao fundo, que me separava da rua e da liberdade. E eu sem lhe poder sequer chegar. Comecei a chorar tentando fazer com que não incomodasse ninguém. Nem reparei que alguns dos meus colegas também estavam comovidos. Não queria ser cortado nem derretido, nem vendido às peças... só queria ser feliz...
sinto-me:
Aquele som...: Vol4 13 JP - Nightmare.mp3
publicado por Forfie às 20:05
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