História da vida de um carrinho sem sorte que todos os dias teme o destino traçado em direcção a um monte de sucata.

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... aos meus amigos
 
js

Horóscopo

É claro que este horóscopo não é meu. É do meu dono. Li isto na MagikTuning 25 e acho que condiz MESMO com ele, um misto de Aquário e Peixes:
 
Aquário
Vanguardista como poucos olha para o carro e vê... uma jarra com flores. Acha que é tuner, mas na verdade nem sabe o que é um automóvel! Por isso deve deixar de inventar cenas! Isso de substituir os bancos por colchões de água é realmente muito à frente...
 
Peixes
Junta duas características perigosas num tuner: é indeciso e deslumbra-se com facilidade. Ora isto significa que não sabe o que quer para o seu carro, só sabe que quer alterá-lo! E por outro lado não pode ver nada de diferente que quer logo colocá-lo no seu carro. Estamos a ver qual é o resultado...

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Se estiver a tirar a carta de condução de pesados, seja de mercadorias (categoria C) ou de passageiros (categoria D), ou simplesmente se interessa por coisas de Mecânica ou do Código de Estrada encontra aqui um excelente artigo onde se encontram muitas informações que se poderão revelar de extrema importância na hora de realizar o Exame de Mecânica.
Se pretender conhecer as contra-ordenações graves devido a infracções às disposiçôes do Código da Estrada e legislação complementar encontra aqui um excelente artigo.
 

O Forfie aconselha uma visita ao

um site dedicado à solidariedade, Língua Portuguesa e Universo Lusófono


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Projecto Forfie:
O Projecto Forfie é uma dualidade entre um ensaio literário e uma obra técnica. Pode-se dizer que este blogue se iniciou como um ensaio de uma nova forma de escrita, no qual o autor pretendeu fazer uma incursão por novas áreas do seu trabalho, dando-lhe uma orientação marginal e acercando-se de um novo estilo, no entanto, a dada altura, usou-o também como bloco de apontamentos acrescentando-lhe meia dúzia de artigos técnicos, cujo interesse foi sobejamente demonstrado pelos novos leitores que entretanto afluíram, provenientes não só de buscas realizadas com o Google e o Sapo, mas também através de hiperligações que aos poucos foram pululando pela Internet como cogumelos, tornando desde então a cisão entre os dois temas impensável, mas requerendo uma dissociação do teor dos mesmos de forma a não misturar algo tão distinto, o que se consegue recorrendo ao menu de acesso rápido, que permite ao leitor/utilizador navegar dentro dos artigos que lhe proporcionam melhor resposta às suas necessidades, podendo ao mesmo tempo, se a sua curiosidade o instigar, deambular por algo em que até essa altura não tinha manifestado interesse.
Licença:
Creative Commons LicenseEsta obra está licenciada na sua totalidade sob uma Licença Creative Commons. Pode-se usar e consultar livremente, copiar, distribuir e exibir ou criar obras derivadas, desde que seja mencionado o endereço deste site em lugar relevante, e se for alterada, transformada, ou criada outra obra com base nesta, somente se poderá distribuir o produto resultante sob uma licença idêntica. Em caso algum se poderá utilizar esta obra ou suas derivadas com finalidades comerciais, mesmo indicando a origem.
Características do ensaio literário:
- Uma obra de ficção
- Um projecto para uma futura série infantil
Características da obra técnica:
- Profundamente desenvolvida
- De fácil interpretação e aprendizagem
- De utilização gratuita
- Desenvolvimento constante e actual
- Algumas informações baseadas em conteúdos disponibilizados na Internet, e aqui agrupados
- Pesquisável
- Funcional e útil
- Trabalho voluntário utilizado na concepção e desenvolvimento
Compatibilidade:
Testado e funcional com: IE 5.0/5.5/6.0, Mozilla 1.4/1.7, Opera 7.11/7.23/7.51, Netscape 7.11, Firefox 0.7/0.8/0.9/1.0/1.5, Safari 1.2
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Prefácio

Forfie - o Prefácio
    À primeira vista, o leitor mais desatento dirá que esta é uma história para crianças, ou então, pensará que talvez seja um ensaio sobre algum novo tipo de estilo para passar ao papel meia dúzia de palavras, sentimentos e ideias, mas a admiração surge quando se apercebe que o protagonista é nem mais nem menos que... um carro?!!!...
    O certo é que o autor exagerou ao vestir a pele do carro, quis pensar como ele pensaria e ver o mundo da mesma forma que ele veria se tivesse o dom da vida, mas empolgou-se de tal forma que criou um diário, contou uma história... e continua a completá-la, dia após dia, talvez destinada mesmo a crianças, ou à criança que há em todos nós...
 

    Vkthor
    ...--.--....---.-.
    Powered by Vkthor
    1 de Maio de 2006

 

A história do Forfie começa aqui...

No princípio era um carrinho na linha de montagem... No stand
Novos artigos estão já alinhavados na gaveta, dispersos por meia centena de folhas e diversos blocos de apontamentos, aguardando pacientemente a sua divulgação, que será feita tão rapidamente quanto possível. Para os mais apressados e anciosos, apelo só para que tenham um pouco mais de paciência.


O Forfie ajuda...

... disponibilizando também informações sobre Código da Estrada e sobre Mecânica Automóvel! Veja no menu lateral em Últimas desgraças ou utilize o Menu rápido abaixo.


Sugestões, comentários, exercícios, artigos ou qualquer outro tipo de colaboração, são bem vindos. Obrigado.
 
Forfie

Quinta-feira, 20 de Julho de 2006

Perguntas frequentes

Por um acesso livre e gratuito às fontes de conhecimento!

  • Estou a tirar a carta de condução de ligeiros. Posso usar este site para aprender o Código da Estrada?
    Claro que sim. Este site está a ser desenvolvido aos poucos, e um dos aspectos focados é precisamente o Código da Estrada, que tentarei manter tão actualizado quanto possível.
     
  • Pretendia imprimir e distribuir entre os meus colegas um dos artigos que li neste site. Posso fazê-lo?
    Claro que sim. Deve no entanto providenciar para que conste a origem do artigo, bem assim como o endereço deste site para que os seus colegas também possam usufruir das outras informações que aqui disponibilizo. Tenha em atenção que não poderá vender ou por qualquer modo realizar proveitos económicos com a distribuição do artigo, ressalvando-se, como é evidente, os custos de fotocópias ou participação para minimizar os gastos efectuados com a impressão (papel, tinteiro, etc.).
     
  • Sou instrutor numa escola de condução. Posso usar as informações aqui disponibilizadas para documentar algumas das minhas aulas?
    Claro que sim. Deve no entanto comunicar aos seus alunos o endereço deste site para que eles possam desfrutar das outras informações que aqui disponibilizo. Tenha em atenção que não poderá por qualquer meio receber nenhum proveito económico dos seus alunos, baseado na utilização ou divulgação dessas mesmas informações.
     
  • Sou o dono de uma escola de condução e pretendo basear um manual que entrego aos alunos em algumas das informações aqui disponíveis que serão alteradas de forma a melhor integrarem o conteúdo já existente. Há algumas restrições?
    Desde que no próprio manual exista uma referência à origem e ao endereço deste site em local relevante e que o mesmo não seja comercializado, isto é, vendido aos alunos, ressalvando quando muito, as despesas de impressão, o que normalmente não é o caso. Deverá também incluir uma cópia da licença e portanto, distribuir o próprio manual gratuitamente. Uma hipótese alternativa será criar um caderno auxiliar que cumpra os requisitos já indicados e distribuí-lo como complemento gratuito a todos os alunos para os quais as informações aí constantes se tornem relevantes, quer estes adquiram ou não o manual da escola ou outro equiparado, possibilitando-lhe continuar a cobrar pela venda do seu manual inicial.

FAQ's

  • Porque te chamas Forfie?
    Errrr... bem, nem sempre me chamaram assim, mas quando fui para casa do meu dono, ele tinha lá mais carros, e à excepção do XZ, que era tratado pela matrícula, os outros eram pela marca. Como eu já lá tinha um irmão mais velho, o Ford, eu passei a ser o Ford Fiesta, mas depois para abreviar e porque eu era o mais pequeno, começaram a chamar-me Forfie e assim ficou, até hoje. Por acaso é um nome de que gosto bastante.
Evolução
Versão 1.0a/Build 01- 16JUL2006: Primeira edição
sinto-me:
Aquele som...: Eagles - Hotel California
Desgraças ordenadas...:
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Domingo, 16 de Julho de 2006

Licença Creative Commons

Por um acesso livre e gratuito às fontes de conhecimento!

Esta obra está licenciada na sua totalidade sob uma Licença Creative Commons. Pode-se usar e consultar livremente, copiar, distribuir e exibir ou criar obras derivadas, desde que seja mencionado o endereço deste site em lugar relevante, e se for alterada, transformada, ou criada outra obra com base nesta, somente se poderá distribuir o produto resultante sob uma licença idêntica. Em caso algum se poderá utilizar esta obra ou suas derivadas com finalidades comerciais, mesmo indicando a origem.
 

    A cultura é pertença de um povo, que deve ser mantida e preservada não só por ele, como por todos os outros que o rodeiam ou que com ele tenham qualquer relacionamento.

    O saber pessoal, como parte integrante dessa cultura deve ser partilhado entre todos os seus membros por aqueles que o detêm ou dominam. Ninguém pode querer subjugar o conhecimento disponibilizando-o apenas a troco de dinheiro ou qualquer outro bem.

    Certa noite tive um sonho em que vivia num mundo onde se partilhavam as fontes de conhecimento para o bem comum. É um pequeno passo para a Humanidade, e certamente que é um grande passo para mim, um simples carro com mais de 10 anos, mas alguém tinha que o fazer. É por esse motivo que estes textos são de utilização livre e gratuita. Poderão ser utilizados por todos os que deles precisarem, independentemente da raça, religião, cultura académica ou poder económico, pois acredito que neste mundo virtual, à semelhança do mundo real podemos ser bons ou maus, melhores ou piores, mas somos todos iguais.

    No entanto, partilhar não é perder o direito sobre os mesmos, pois muitas horas de estudo, de investigação e trabalho voluntário foram aqui despendidas de modo a disponibilizar este site na sua forma final. Estes textos podem ser livremente distribuídos, desde que seja indicada a fonte e a maneira de aí aceder. Podem também ser referenciados livremente através de hiperligações. Nunca, em nenhuma circunstância, poderão ser usados como fonte de proveitos monetários e, textos criados com base nestes, só poderão ser disponibilizados com uma licença igual: utilização livre e gratuita.

sinto-me:
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Terça-feira, 11 de Julho de 2006

Certa noite tive um sonho

    Há dias o meu dono foi fazer o que vulgarmente se chama de exame de Mecânica, para obtenção da carta de condução da categoria D. Embora saiba que isso é bastante importante para ele, fiquei preocupado, porque como dentro em breve vai passar a conduzir autocarros de passageiros, de certeza que não lhe sobrará muito tempo para perder comigo. Nem tão pouco sei se me continuará a ligar como até hoje. Os autocarros são tão grandes ao pé de mim... será que vão gostar tanto dele como eu gosto? Tenho receio que eu já não lhe seja útil. Estará na altura de ser levado por alguém como aconteceu ao XZ? Tenho medo do que me possa acontecer, e até tenho dormido mal por causa disso. Há tanto tempo que não vou dormir à minha garagem quentinha e sossegada. Já tenho saudades dela! Sei que agora estou mais perto do meu dono, e que ele até me usa muito mais vezes, tantas que eu por vezes até me julgo já um carro de família, mas acho que ainda me falta alguma coisa. Acho que nunca vou conseguir ser o carro «dele».
    Senti logo que ele vinha contente, ainda mal a chave entrara na minha porta. Tinha passado no exame, e eu agora levava-o à escola onde ia marcar as aulas de condução e dar a novidade aos colegas. Havia um lugar mesmo em frente à escola e estacionei aí, vendo-o atravessar a rua. Ele estava contente, eu, não podia deixar de sentir um aperto no carburador devido à angústia de não saber o que me vai acontecer. Se ao menos conseguisse comunicar com ele, falar-lhe como falo com os outros carros meus colegas, mas não posso. Resta-me esperar.
    Passado um bocado ele voltou e pôs-me a trabalhar. Como de costume, deixa-me sempre a funcionar um pouquinho ao ralenti, pois diz que isso é bom para a lubrificação do meu motor, e eu até gosto. Quando me meto à estrada, até parece que estou pronto para correr o mundo todo.
    Batem-me no vidro da janela. Está ali um rapaz, talvez um pouco mais novo que o meu dono, com um sorriso que lhe vai de orelha a orelha.
    «__ Vais passar ali ao Chile?», perguntou. «__ Dás-me boleia?»
    «__ Então? Hoje não vais às aulas? Saíste-me cá um baldas!»
    «__ Não, hoje não vou. Aliás era por isso que te queria falar. O exame foi difícil?»
    Senti ali uma leve hesitação. Não era para saber do exame que ele ali estava. Devia haver outra coisa, mas o quê?
    «__ Nem por isso. Havia uma ou duas perguntas sobre matéria que eu nunca tinha estudado, mas acabei por conseguir chegar lá com bom senso.»
    Continuaram a falar das perguntas do exame e depois sobre uma mulher que atravessou a passadeira à minha frente com uma saia tão curta que lhes deu motivo para mudar o tema da conversa e rir um bocado, mas eu notava que o meu passageiro não ia bem, ele mexia-se demasiado no banco. Alguma coisa o estava a enervar, e estávamos a chegar ao Chile.
    «__ Onde queres ficar?» __ Perguntou o meu dono sem ter reparado no estado de nervos do outro.
    «__ Onde puderes parar está bem, apanho já ali o Metro.»
    Encostei à direita. Era um pouco complicado parar ali, mas não devia demorar muito. De certeza que não ia estorvar os meus colegas.
    «__ Bom, então adeus, a gente vê-se por aí...» __ Disse o meu dono enquanto lhe estendia a mão, que ele apertou enquanto abria a porta.
    «__ Obrigado...»
    Deteve-se sem sair.
    «__ Vais para onde? Para a outra margem, não é? Então passas ali em Entrecampos. Eu apanho o Metro aí, pode ser?»
    Voltou a fechar a porta sem esperar pela resposta. Pelo caminho falou de como ficou sem emprego e com a mulher e uma filha pequena. Não tinha direito a subsídio de desemprego, porque teve de assinar logo a rescisão do contrato no dia em que foi admitido e a mulher pouco ganhava como empregada de uma loja num centro comercial. Estava a tentar recomeçar a vida, uma nova vida, e tinha esperança de o conseguir fazer como camionista. Parece que até já tinha um emprego assegurado numa empresa qualquer. Pedira dinheiro emprestado aos pais para conseguir pagar a carta e as contas avolumavam-se enquanto o dinheiro desaparecia. Precisava mesmo de passar, porque emprego acreditava estar garantido, logo que a tivesse.
    «__ Há dias cortaram-me a luz e já não sei a quem pedir mais.» Senti a água destilada ferver na bateria. Aquilo cheirava-me à canção do bandido, um fado choradinho para cravar umas notas ao meu dono. Apeteceu-me abrir a porta e atirá-lo fora, mas contive-me
    «__ Como já passaste, não vais precisar mais do livro. Podes emprestar-mo? Já não tenho dinheiro para o comprar, e já tentei tudo, até pedi um livro emprestado na Biblioteca, mas é muito velho, é de 76 e nem fala dos motores diesel. Não há nenhum de mecânica. Eu depois devolvo-to, podes ficar descansado! Só que a mim, agora ajudavas-me bastante. É só para conseguir fazer o exame.»
    Fui abaixo quando o ouvi. Confesso que não estava nada à espera disto. Algumas gotas de água saíram-me pelo esguicho do limpa-vidros. A chave na ignição fazia-me rodar o motor de arranque, mas eu estava tão absorto com o que tinha ouvido que nem me lembrava que tinha de pegar. O motor de arranque rodou outra vez e pus-me a andar dali, ainda a tempo de ouvir uma buzinadela e um piropo enviado por um motorista de táxi:
    «__ Tira a chocolateira daí...»
    Segui até Entrecampos, quase sem prestar atenção ao caminho nem ao trânsito. Deixei-me guiar até lá, enquanto tentava perceber como é que há pessoas que precisam e não têm quem as ajude, nem local ou organização a quem recorrer. Como é possível precisar de aprender algo, ter de estudar e não o poder fazer por falta de dinheiro? Como é possível ser obrigado a faltar a uma aula para envergonhado pedir a um colega os restos que ele tinha utilizado e não precisava mais? Estava chocado com a mentalidade dos homens, que conseguia ser bem pior que a de alguns carros prepotentes que conheci desde que fui criado.
    Nessa noite tive um sonho, um sonho em que homens e carros viviam juntos em harmonia e que se ajudavam mutuamente, um mundo em que o conhecimento era considerado um bem essencial, e como tal não tinha preço. Sonhei que ninguém tinha de pagar para ter acesso à formação que era livre e gratuita e que apenas as leis do mercado ditavam depois quem seria mais recompensado pelo uso correcto que fizesse da sua aprendizagem. Sonhei que carros com mais de 10 anos não eram abatidos em troca de abatimentos no IRS e ensinavam aos homens como eram constituídos e o que deviam fazer para criar novos irmãos menos poluentes, mais económicos, mais amigos do ambiente e da atmosfera de que os homens precisam para viver ou mais seguros para os proteger. Alguns ensinavam os homens a conduzirem-nos outros, as regras de trânsito para evitar os acidentes que nos vitimam mutuamente.
    Nessa noite tive um sonho, e foi o mais bonito de todos os que tive até então. Nessa noite, dormi bem.
sinto-me:
Aquele som...: Jean Michel Jarre - Oxigene
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publicado por Forfie às 19:19
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Domingo, 9 de Julho de 2006

Mecânica - Generalidades

O desenvolvimento deste artigo destina-se essencialmente a todos aqueles que pretendem tirar carta de condução de pesados, seja de mercadorias (categoria C) ou de passageiros (categoria D).
Nele encontrarão muitas informações que se poderão revelar de extrema importância na hora de realizar o Exame de Mecânica.
Para todos vós, os meus votos de boa sorte para o vosso exame e muitas felicidades na concretização da vossa nova vida profissional. Para todos os outros, meros curiosos destas coisas de mecânica, ou afamados condutores, apresento as minhas boas vindas a este blogue e espero que retornem e participem.
Um último apelo da minha parte. Se me virem na estrada, tenham cuidado comigo. Não me transformem num monte de sucata, está bem?
 
Forfie.
13-06-2006

 

Saiba que...


Generalidades

  • O líquido de refrigeração passa da bomba de água para as camisas de refrigeração.
  • As maxilas dos travões pneumáticos afastam-se por acção dos excêntricos existentes nos pratos.
  • Se existir folga excessiva na cabeça das bielas a pressão de óleo diminui.
  • O travão eléctrico (ou ralentizador) vai actuar no veio de transmissão.
  • Cada êmbolo tem no mínimo dois segmentos de compressão e um de lubrificação (também chamado raspador).
  • O catalisador:
    • A principal finalidade do catalisador é diminuir a toxidade dos gases de escape.
    • O número máximo de vias de um catalisador é 3.
    • O catalisador de três vias é o mais eficaz.
    • Num veículo equipado com catalisador só deve ser usada gasolina sem chumbo.
    • Sob pena de comprometer o funcionamento do catalisador, o consumo de óleo do motor de um veículo equipado com este sistema, não deve ser superior a 1 litro por cada 1000 quilómetros.
    • O catalisador só se pode empregar em veículos movidos a gasolina. Em veículos movidos a gasóleo pode ser usado um equipamento equivalente denominado filtro de partículas.
  • O sistema de escape:
    • O sistema de escape é constituído pelo colector de escape, tubo de escape, silenciador e saída.
    • Em alguns veículos pode ter ainda instalado o turbo e o catalisador ou o filtro de partículas.
  • Sobre os semieixos:
    • Há três tipos de semieixos: rígido, semi-flutuante e flutuante.
    • Um veículo não se pode deslocar pelos seus meios no caso de estar com um semieixo partido.
    • Devido à porca que o sustenta, um veículo equipado com semieixos rígidos ou semi-flutuantes, continua com o seu peso suportado quando um deles se parte, no entanto se estiver equipado com semieixos flutuantes, já o peso do veículo não é suportado quando isso acontece.
  • Se o gasóleo não for pulverizado nas devidas condições sai fumo negro pelo tubo de escape.
  • As velas de pré-aquecimento servem para aquecer as câmaras de combustão.
  • O centro de gravidade de um veículo de mercadorias completamente carregado fica situado no centro da caixa de carga.
  • A diferença de um óleo de lubrificação SAE20 e um SAE40 reside na viscosidade e que o SAE20 é mais fluido.
  • Quando os pneus das duas rodas da frente apresentam desgaste excessivo no bordo exterior, a convergência das rodas é demasiada.
  • O desgaste dos pneus é maior se a pressão for insuficiente.
  • O desgaste dos pneus é menor com o pavimento molhado.
  • Uma bateria de 12V é constituída por 6 elementos de 2V cada ligados em série.
  • Identificação de válvulas:
    • Num motor com quatro cilindros em linha, as válvulas de escape são sempre as dos extremos.
    • A ordem pela qual são montadas nos cilindros é sempre contrária dois a dois: escape - admissão - admissão - escape.
  • Dispositivos de engate:
    • O dispositivo de engate entre um automóvel pesado e um reboque é constituído por bocal de engate com cavilha, lança e ponteira.
    • No caso de um semi-reboque é constituído por prato de engate (ou 5ª roda) e uma cavilha pino-rei (king pin).
  • Alternador vs. dínamo:
    • O alternador cria tensão para gerar corrente alterna que é rectificada pelos díodos, ao contrário do dínamo que cria uma corrente contínua.
    • Obtém-se melhor recuperação da carga da bateria quando existe um alternador.
    • O alternador pode carregar a bateria, mesmo com o motor a funcionar ao ralenti, operação que o dínamo é incapaz de fazer, precisando que o motor esteja acelerado para poder carregar a bateria, com todos os inconvenientes que daí decorriam para o funcionamento do sistema eléctrico dos veículos com ele vinham equipados.
    • O alternador é equipado com um regulador de tensão que protege a bateria de sobrecargas quando ela atinge a sua carga máxima, bem assim como o próprio alternador quando o veículo se encontra parado e a bateria pretende devolver a energia entretanto armazenada, ao passo que o dínamo é protegido por um conjunto conjuntor/disjuntor.
  • O condutor de um veículo pesado de mercadorias só pode conduzir 36 horas numa semana, se na anterior tiver conduzido 54 horas.
  • A dupla embraiagem deve ser usada na redução das velocidades.
  • Os pré-tensores dos cintos de segurança são accionados por meio de um sistema pirotécnico.
  • Os distintivos que sinalizam os automóveis licenciados para o transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrem, são de forma rectangular, com o fundo branco e caracteres a preto.
  • As barras estabilizadoras servem para evitar que o veículo se incline lateralmente.
  • A legislação que regula o transporte rodoviário NÃO abrange todos os transportes de mercadorias efectuados por automóveis.
  • A biela é o elemento do motor que transmite o movimento do êmbolo à cambota.
  • O condutor de um autocarro articulado de serviços urbanos, deve recolher todos os passageiros que se encontrem nas diversas paragens do seu trajecto, desde que não exceda a respectiva lotação.
  • Todos os veículos automóveis licenciados para o transporte rodoviário de mercadorias devem apresentar um distintivo colocado à frente e outro à retaguarda.
  • Um autocarro articulado de transportes públicos deve ter no mínimo três portas do lado direito.
  • As unidades electrónicas de comando que equipam determinados veículos comandam os sistemas antipoluição dos próprios veículos.
  • Pode-se juntar ao gasóleo um aditivo antioxidante, inibidor de corrosão e dissipador de electricidade estática.
  • Se o motor for afinado a frio, não se está a contemplar a dilatação, pelo que embora haja motores que sejam afinados a frio, no geral um motor é sempre afinado depois de atingida a temperatura ideal de funcionamento.
  • A correia de distribuição transmite o movimento da cambota à árvore de cames.
  • Os faróis devem ser focados com o veículo carregado.
  • As válvulas de admissão têm um diâmetro maior que as de escape.
  • Nem todos os veículos pesados são obrigados ao uso do tacógrafo, como por exemplo, os pesados de instrução.
  • Num motor com sistema multiválvulas, cada cilindro deve possuir pelo menos duas válvulas de admissão e uma de escape.
  • Existe uma desmultiplicação sempre que um carreto mais pequeno engrene num maior.
  • A direcção afina-se na caixa de direcção.

Transmissão

Transmissão é o sistema mecânico que transmite a energia motriz às rodas.
  • É normalmente composto por embraiagem, caixa de velocidades, veio de transmissão e diferencial.
  • Designa-se por tracção às quatro rodas o sistema de transmissão em que a energia motriz é transmitida às quatro rodas e não apenas a duas.
  • Um veículo designado 6x4 possui 4 rodados motrizes.
  • A transmissão nos veículos pesados é às rodas traseiras. Nos veículos de tracção traseira, o ângulo das rodas de direcção é convergente, enquanto para os veículos de tracção dianteira o ângulo das rodas é divergente.
  • Se a energia motriz é transmitida às rodas da frente, diz-se que o sistema de transmissão é de tracção às rodas dianteiras (ou à frente). Este tipo de sistema pressupõe um conjunto compacto constituído pelo motor, caixa de velocidades e diferencial. Como mais de metade do peso do automóvel assenta sobre as rodas da frente, esta forma de tracção aumenta a aderência em solos escorregadios e melhora a condução ao proporcionar uma maior estabilidade.

Embraiagem

  • A embraiagem está montada no volante do motor.
  • A embraiagem monodisco pode patinar se as molas do prato estiverem pasmadas. No caso de existir uma folga excessiva no pedal de comando, origina maior dificuldade ou até impossibilidade de meter as mudanças.

Caixa de velocidades

  • A caixa de velocidades é a unidade destinada a permitir que o motor produza o binário-motor suficiente a velocidades baixas. (O binário-motor corresponde ao esforço de torção médio exercido pelos êmbolos sobre a cambota e destinado a movimentar o veículo. O binário-motor máximo ocorre normalmente entre metade e dois terços das rotações máximas do motor).
  • A caixa de velocidades inclui vários conjuntos de engrenagens que servem para multiplicar o binário-motor por valores diversos correspondentes a reduções proporcionais na velocidade do veio de saída. Se o veio de saída da caixa rodar a metade do número de rotações do motor, o seu binário-motor corresponderá ao dobro do do motor.
  • A caixa de velocidades é composta por uma carcaça, dentro da qual se situam os seguintes componentes:
      ATENÇÃO: Este artigo está a ser revisto, uma vez que estão aqui incluídas informações referentes a dois tipos de caixas de velocidades distintas - normal e sincronizada, embora globalmente sejam idênticas.
    • O veio primário, que recebe o movimento do motor através da embraiagem por meio de um estriado existente na sua extremidade.
    • O veio intermédio, que é formado por uma série de carretos cada vez mais pequenos, que rodam solidários com ele.
    • O veio secundário, onde estão montados uma série de carretos cujo tamanho vai aumentando desde o menor ao maior, e que embora rodem com ele, podem ser movimentados ao longo deste mediante umas estrias aí existentes. Nele estão também montados os sincronizadores que rodam solidários com ele. Este eixo é montado no seguimento do veio primário, e ao qual se pode fixar rodando assim à mesma velocidade do motor (prize).
    • Uma alavanca de mudanças com articulação de rótula que engata em patilhas dos veios selectores.
    • Os veios selectores que se deslocam longitudinalmente por acção da alavanca de mudanças.
    • A forquilha selectora que faz deslizar os sincronizadores.
    • Os carretos que deslizam livremente até que o sincronizador os fixe ao veio.
    • Os carretos de união entre o veio primário e intermédio que se encontram permanentemente engrenados, fazendo com que estes dois eixos rodem sempre em simultâneo.
    • O carreto intermédio deslizante, de marcha-atrás.
  • Numa caixa de velocidades sincronizada, nem sempre existe um carreto sincronizador para a primeira velocidade, embora haja caixas que dispõem também da primeira velocidade sincronizada.
  • As mudanças saltam quando as molas das forquilhas da caixa de velocidades estão partidas.
  • Quando se reduz uma mudança, a rotação do motor aumenta.

Diferencial

  • O diferencial é a última parte do sistema de transmissão. É normalmente composto por uma roda de coroa e um pinhão (designado por pinhão de ataque) que engrenam num conjunto designado por satélites e planetários.
  • O diferencial está contido num bloco composto pelo cárter e pela bainha do diferencial que constitui a ponte e que aloja os semieixos.
  • Num diferencial, a relação entre o pinhão de ataque e a roda de coroa, é de 5 para 1 (cinco voltas do pinhão de ataque para uma volta da roda de coroa).

Suspensão

  • Os balanceiros são um dos elementos que compõe as suspensões tipo Tandem. Estas são mais usadas para equipar veículos que operam em estaleiros.

Travagem

  • O sistema de servo-freio dos travões serve para reduzir o esforço a exercer sobre o pedal do travão.
  • O sistema ABS de antibloqueio das rodas, embora a funcionar em simultâneo, deve actuar individualmente em cada uma das rodas.
  • Nos comboios turísticos, os travões devem actuar em todos os eixos dos reboques por um sistema não mecânico.

Sinónimos

  • A culatra, colaça ou cabeça do motor, são a mesma peça.
  • Ao veio intermédio (ou intermediário) de uma caixa de velocidades, também se chama trem fixo.
  • Um cardan é uma junta flexível.
  • É costume designar por prize a velocidade que engrena directamente no eixo primário de uma caixa de velocidades.
 
 
Estas informações são disponibilizadas como domínio público, podendo-se fazer delas qualquer tipo de uso embora seja deveras apreciada uma indicação sobre a sua origem.
 
Evolução
Versão 1.0c/Build 03- 09JUL2006: Reformulação de conteúdos
Versão 1.0b/Build 02- 28JUN2006: Actualização de conteúdos
Versão 1.0a/Build 01- 13JUN2006: Disponibilização pública
sinto-me:
Aquele som...: Celine Dion & Peabo Bryson - Disney's Beauty and the Beast
Desgraças ordenadas...:
publicado por Forfie às 08:39
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